O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 11/05/2020

De acordo com o Art.3º da LDB, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o ensinamento no ambiente escolar deve ser ministrado com base na valorização do profissional da educação escolar, no respeito à liberdade e apreço à tolerância. Entretanto, o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos nas escolas divergem completamente do que é previsto em tal artigo que reafirma os princípios presentes na Constituição Federal. Dessa forma, é significante analisar as motivações para o elevado número de agressões e mau comportamento dentro das escolas.

É fundamental, inicialmente, entender que o descaso por parte das famílias, no que diz respeito à formação social do indivíduo, é uma das causas para o crescente número de agressões dentro do ambiente escolar. Isso acontece porque a família, segundo Sigmund Freud - considerado o “pai” da psicanálise - tem o papel da socialização. Ou seja, os familiares têm o papel de transmitir os valores gerais, as normas e, consequentemente, contribuir de forma significativa para o comportamento dos indivíduos dentro de uma estrutura social, inclusive nas instituições de ensino, como as escolas. Dessa maneira, é evidente como a educação familiar é significante na discussão sobre os crescentes casos de agressões contra profissionais da educação e maus comportamentos nas escolas.

Ademais, é imprescindível compreender que o próprio sistema de educação atual contribui, de certa forma, para o aumento no número de casos de maus comportamentos nas instituições escolares. Tal fato ocorre ocorre devido à maneira como os estabelecimentos de ensino repassam o conhecimento nos dias atuais: de forma muito científica, com muitas instruções e realização de avaliações para testar o aprendizado do indivíduo no que se refere à formula e teorias. Dessa maneira, criam-se lacunas no que tange à educação informal, isto é, a educação que leva em consideração os ensinamentos sobre a capacidade de relacionamento em sociedade. Fato este que pode ser ratificado segundo estudos de Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, no que ele chama de “Educação Bancária”. Ou seja, uma sistema de ensino muito formal, com pouca conscientização para a prática social.

Portanto, faz-se necessária a maior participação das famílias na formação social do indivíduo, educando-o por meio do diálogo e das consequências das ações, obtendo mais tempo de convivência, de carinho e de muita conversa com seus filhos, a fim de ensiná-los sobre limites e comportamentos adequados para uma boa educação social. Além disso, é responsabilidade das próprias escolas a criação de atividades na qual a classe se ocupe com atividades proveitosas. Tal ação pode ocorrer por meio do ensino através da experiência, colocando o aluno em algum projeto em que planeje o empreendimento e leve a efeito os seus planos, a fim de romper com esse sistema altamente formal.