O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 11/05/2020
“Perdi o bonde e a esperança”. Com esse verso, Carlos Drummond de Andrade apresenta um eu lírico nitidamente pessimista, que não acredita em dias melhores. É possível relacionar essa ausêcia de esperança com a postura de parte da sociedade diante do mau comportamento e agressividade crescente de alunos no ambiente escolar, já que poucos creem, de fato, na resolução definitiva desta problemática. Nesse prisma, é necessário analisar essa questão no país.
Antes de tudo, nota-se que o poder público se mostra negligente ao não garantir a segurança nas escolas para os próprios alunos e professores que sofrem agressões e represálias no dia a dia. Isso porque existe uma deficiência no processo de fiscalização, uma vez que há alunos que têem compotamento agressivo no âmbito escolar e muitas vezes o Estado releva a inadiplência de tais estudantes, consequentemente esses comportamentos são trivializados, se tornando cada vez mais comuns nas escolas e traz perigos aos professores e aos demais alunos. Sendo assim,verifica-se que o governao não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos, demosntrando, dessa forma a ruptura no contrato social teorizado pelo filósofo John locke.
Também pontua-se que aceitar o mau comportamento e a agressividade de determinados alunos no ambiente escolar, é banalizar o mal.Porém, parte da sociedade tem apresentado certa apatia diante da ausência de conscientização em relação aos alunos insolentes, pois muitos pais e familiares deixam de lado o fato de o filho ter um mau comportamento na escola, isso faz com que o aluno não tenha respeito a instituição acadêmica e continue com os maus hábitos. A banalização desse problema pode ser explicado a apartir de estudos da filósofa Hannah Arendt, já que em virtude de um processo de massificação cultural, as pessoas estão perdendo a capacidade de discernir o certo do errado.
Convém, portanto, ressaltar que o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar, deve ser superado. Logo, é necessário exigir do Estado, por meio de debates em audiências públicas, a conscientização dos jovens principalmente no espaço ecolar, priorizando as reflexões acerca dos modos e regras que devem ser seguidas dentro da instituição, com o objetivo de evitar futuros problemas e incômodos para todos. Ademais, é fundamental informar as pessoas, via campanhas midiáticas pelo ministério competente, sobre a importância de respeitar o espaço escolástico e acima de tudo seus professores, potencializando, assim o desenvolvimento de senso crítico da população. Desse modo, a falta de esperança ficará restrita aos versos de Carlos Drummond de Andrade e a nação terá dias melhores com este tipo de problemática solucionada.