O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 11/05/2020
“A educação tem raízes amargas, porém seus frutos são doces no convívio social. Sob essa máxima, pronunciada pelo filósofo Aristóteles e assimilada na Grécia Antiga, é possível traçar um confronto no que se remete ao mau comportamento do aluno, ocasionado pela demolição da autoridade educativa da maioria do corpo docente, e a consequente agressividade progressiva no ambiente escolar brasileiro promovida por tal conduta livre de repeensões.
A princípio, é preciso ressaltar o mau comportamento dos discentes como consequência da flexibilidade de autoridade dos docentes no âmbito educativo. Isso acontece, devido a pressões externas, íntimas e equivocadas introduzidas na relação do aluno com o professor. Exemplo disso, segundo a notícia divulgada pelo Diário de Pernambuco de 2018, Jeff Kenede, que atua como lecionador na escola Apolônio Sales, foi delatado e processado pelos pais de uma aluna por constrangê-la ao mudar seu lugar na sala de aula, devido a conversa demasiada. Tal realidade recorrente demole o arbítrio do professor e constrói uma ideia imoderdada das ações pelo educando, o que promove o mau comportamento dele dentro do ambiente escolar.
Por outro lado, a agressividade crescente dos alunos no ambiente escolar é consequência direta da flexível autoridade do docente perante os discentes. Nessa perspectiva, trata-se do arruinamento do que o sociólogo Erving Goffman denominou de “medidas de coerção”, isto é, o imperativo capaz de modelar o comportamento do indivíduo e promover o pensamento coletivo em detrimento do individual. Nesse sentido,uma vez que ausente tal máxima nas instituições educativas, a agressividade egoísta e desmedida do aluno recebe espaço no âmbito educativo, pois não há formas de repreensão pela demolição do arbítrio do lecionador de moderar, na medida do possível, as atitudes do educando de maneira a formar pessoas inspiradas nos ideias de solidariedade e princípios de liberdade, conforme requerido pelo artigo 2 da constituição brasileira.
Em virtude do que foi mencionado, é possível inferir que o mau comportamento e a agressividade do aluno no ambiente escolar estão relacionados a termos de coordenação. Nesse sentido, o Governo deve reforçar a garantia do corpo docente de exercer sua autoridade, enquanto papel educativo, como forma de coerção das atitudes inconvenientes dos educandos. Para isso, políticas públicas que visem a preservação moral do professor, frente a interferências externas, devem ser elaboradas, para que injustiças sejam evitadas. Além disso, instituições escolares devem zelar pela conscientização dos alunos frente ao cenário, priorizando a construção de debates éticos e morais dentro da sala de aula, que aprimorem a percepção de respeito à intimidade dos demais, especialmente a do lecionador.