O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 26/10/2019

As origens do mau comportamento e da agressividade crescente dos alunos no ambiente escolar podem ser atribuídas não só a óbices de ordem familiar, mas também as relações sociais no âmbito estudantil. Nesse sentido, nota-se a configuração de um entrave a ser enfrentado, em virtude do caos presente na questão. Dessa forma, em razão da postura passiva das esferas governamentais, bem como do silenciamento da sociedade frente à problemática exposta, esse agravante continua a perdurar no corpo social brasileiro.

Em primeiro lugar, é pertinente trazer o discurso do contratualista Thomas Hobbes, no qual cita que o Estado é o responsável pelo bem-estar social. Sob tal ótica, a postura passiva do Poder Público confronta o pensamento de Hobbes. Isso acontece porque, a ineficiência em gerir recursos para a inserção nas escolas de projetos de conscientização sobre violência escolar, e sua relação com a prática do comportamento agressivo, contribui para que quase 8% dos alunos continuem a sofrer as consequências desse entrave, como aponta pesquisa divulgada pelo IBGE, em 2015. Nesse sentido, se o Estado se omite diante uma questão tão problemática, entende-se, assim, o porquê de sua ocorrência no âmbito escolar.

Além disso, é importante ressalvar que os comportamentos agressivos nas escolas derivam, ainda, do silenciamento da sociedade no que concerne a adoção de mecanismos para coibir tais fatos. Dessa forma, cabe analisar esse contexto sob a perspectiva da obra de José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira, que pontua a alienação da sociedade frente às problemáticas que a afligem, a qual é fomentada pelo escasso diálogo entre os pilares desse problema: família, escola e aluno. Dessa maneira, é imprescindível formular uma reconfiguração desse entrave para o desenvolvimento e aprendizado íntegro dos discentes brasileiros.

Logo, é mister que medidas sejam impostas para mitigar a problemática. Para isso, é necessário  que o Ministério da Educação crie, por meio de Assembleias, uma pasta de prioridade em seu gabinete, para melhor gerenciar os recursos destinados às instituições de ensino, a fim de integrar à Base Nacional Comum Curricular – a partir do ensino fundamental, visto que para melhor combater esse cenário, é importante trabalhar os alunos desde cedo – projetos de conscientização. Nesses projetos,  que devem envolver a sociedade civil, é necessário haverem palestras com psicólogos, debates sobre bullying e respeito, além de reuniões com familiares e escola sobre a importância da disciplina para o combate ao comportamento agressivo no ambiente escolar, com o fito de auxiliarem melhor os alunos a se tornarem bons estudantes, contribuindo para seu desenvolvimento.