O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 25/10/2019
Brooklyn, 1984. Joey Caruso é um jovem muito respeitado na escola em que frequenta, não devido a boas ações, mas por ser considerado agressivo e ofensivo com a maioria de seus colegas. Fora da ficcção, é notório que o cenário produzido pela famosa mini série “Todo Mundo Odeia o Chris” pode ser relacionado ao cotidiano escolar de muitos jovens no século XIX: gradativamente, o mal comportamento e a agressividade tem crescido nas escolas, prejudicando tanto a saúde de alunos e professores, quanto o ensino educacional na instituição.
Em primeiro plano, é evidente que o mal comportamento e a agressividade nas escolas não se configuram apenas com brigas e discussões, mas se prolongam em questões como bullying, racismo, intolerância, agressões físicas e psicológicas, pequenos furtos e intimidações habituais. Por conseguinte, a saúde física e mental de alunos e professores é afetada, o que gera um cotidiano e ambiente escolar caótico e desgastante. Nesse sentido, tendo em vista pesquisas realizadas pelo IBGE, quase 20% dos alunos relatam ser vítimas de algum tipo de violência na escola, dados que revelam a amplitude da problemática.
Outrossim, além dos empecilhos a saúde de professores e alunos, a efetivação do ensino em sala de aula é prejudicado pela temática, haja vista que o ambiente escolar se torna conturbado e a relação aluno-professor é rompida. Diante disso, nota-se que a falta de comunicação entre os envolvidos é, muitas vezes, escassa, em um meio que deveria ser composto por muito diálogo e sintonia entre professores e alunos. Analogamente, pode-se vincular o pensamento do escritor e diplomata português Eça de Queirós, em que não se pode haver ligação de almas onde não exista identidade de ideias e pensamentos: assim, é importante que o pedagogo e os alunos entrem em união, para discorrer sobre a esfera escolar e as questões que nela se aplicam.
É evidente, portanto, que medidas são necessárias para dirimir o impasse. A priori, é fundamental que a partir da composição tripartite - escola, família e indivíduo - haja uma conciliação e debates sobre o mal comportamento e o crescimento da violência nas escolas, por meio de reuniões abrangentes e recorrentes quando necessário, para que pais, alunos e professores possam remediar a questão e debater sobre medidas paliativas. Além disso, é importante que o ministério da educação capacite professores e contrate psicólogos, com o intuito de, respectivamente, auxiliá-los a lidar com esse tipo de personalidade em sala de aula e aumentar o número de professores mediadores nas escolas - que possuem a responsabilidade de auxiliar os alunos em relação aos desentendimentos -. Somente assim, será possível restringir, de fato, o cenário de alunos como Caruso á ficção.