O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 25/10/2019
No primeiro semestre de 2019, ocorreu o “Massacre de Suzano”, o qual dois ex-alunos invadiram uma escola e mataram alguns estudantes e funcionários. Sob esse viés, nota-se, no cenário brasileiro, um alto índice violência no âmbito escolar devido à falta de igualdade social e às condições impostas do cenário no qual o indivíduo está inserido. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
A priori, é imperativo ressaltar que existe um grande individualismo nos núcleos de ensino, o qual afeta, de maneira direta, o mau comportamento e as agressividades dos alunos. Nesse contexto, o filósofo Emannuel Levinas defendia que a melhor forma para se viver bem em grupo social é pela alteridade. Diante disso, o pensamento humanista está sendo rompido ao verificar uma cultura de superioridade pela parte de alguns estudantes por busca de status, excluindo outros devido às diferenças como etnia e orientação sexual. Dessa forma, esse ato gera, de modo exponencial, o aumento na prática de bullying.
Outrossim, é fulcral pontuar, ainda, que as circunstâncias impostas aos indivíduos, sobretudo de baixa renda, perpetuam no impasse. Nesse sentido, os alunos residentes de morros e comunidades presenciam, diariamente, cenas de violências tantos nas ruas como no eixo familiar, levando o sujeito a praticar esses atos no campo acadêmico. Esse quadro se assemelha ao pensamento do filósofo John Locke, o qual associava a mente do indivíduo à tábula rasa, ou seja, a índole do mesmo é moldada de acordo com o ambiente que ele está inserido.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater aos crescentes atos de violência e mau comportamento dos alunos nas esferas de ensino. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), aliado ao Ministério do Trabalho, estabelecer treinamento aos professores e funcionários escolares, por meio de um projeto ao combate do bullying escolar, cujos conteúdos sejam aplicados por psicólogos, com a finalidade de garantir a proteção dos alunos, bem como a sua integridade. Ademais, o MEC deve implantar, por meio de simpósios culturais, projetos de atenção, os quais abordem a importância do acompanhamento educacional do discente pela da família. Somente assim, será possível, por fim, que casos como o de Suzano não ocorram mais no Brasil.