O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 26/10/2019
Muito se tem discutido a respeito do mau comportamento e agressividade dos alunos nas escolas. Segundo o filósofo Rousseau, o homem é bom por natureza, mas a sociedade o corrompe. Nesse sentido, a infra-estrutura e deficitária das escolas, aliado à falta de atenção na educação informal, em casa, transformam a realidade das escolas brasileiras em um ambiente hostil e, muitas vezes perigoso.
Primeiramente, a deficiência estrutural de muitas escolas favorece a má gestão dos alunos por parte dos profissionais da área. Estar em um ambiente inapropriado pode causar distúrbios graves, especialmente para o indivíduo em formação, como é o caso de crianças e adolescentes em idade escolar. Tal afirmação pode ser corroborada pelo experimento de Stanford, desenvolvida por pesquisadores da universidade norte americana de Stanford, em que pessoas foram colocadas em uma situação de estresse e com pouca supervisão e o resultado foi alarmante: o homem é capaz de realizar ações socialmente deturpadas e violentas quando se encontram sob influência de certos fatores. Assim, para minimizar os riscos de moldar os jovens a ponto de torná-los violentos, é fundamental reformar escolas brasileiras.
Alem disso, o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar também possui influência do âmbito familiar. De fato, segundo o filósofo inglês Thommas Hobbes, “o homem é o lobo do próprio homem” e, por essa razão, os defeitos inerentes ao próprio indivíduo podem interferir no pleno desenvolvimento deste. Com isso, as falhas observadas em figuras de autoridade - pais, por exemplo - acabam validando um comportamento social inadequado e que, definitivamente, precisa ser revisto.
Faz-se necessário, portanto, que o Ministério da Educação, em associação com a Receita Federal, disponibilize verbas para a renovação de escolas públicas, através da criação de uma campanha de arrecadação de undos, com o objetivo de transformar o ambiente escolar em um local saudável e propício ao aprendizado, pois o estudante também é um cidadão com direitos inalienáveis. Ademais, com o fito de promover uma mudança sociocultural, psicólogos devem ministrar palestras, em feiras nas escolas, a respeito dos malefícios ocasionados por um comportamento violento e as possíveis consequências para a sociedade, visto que o mau comportamento dos alunos é preocupantemente recorrente. Dessa forma, a bondade do homem trazida por Rousseau não mais será corrompida melo meio em que o indivíduo está inserido.