O lixo eletrônico e seus impactos no meio ambiente
Enviada em 04/10/2022
Em Wall-e, uma animação de 2008 da Pixar, após entulhar a Terra, a humanidade passa a viver em uma nave espacial e, com o intuito de “limpar o planeta”, deixam robôs a serviço da tarefa. Não obstante, por causa das atitudes da humanidade, o filme passa de distopia para uma realidade possível e próxima. Isso se deve ao crescente consumismo que se soma ao descarte incorreto do lixo, bem como do lixo eletrônico, que possui características extremamente poluentes e tóxicas, potencialmente nocivas à saúde humana e ao meio ambiente.
Em primeira análise, um processo que é favorecido por essa irresponsabilidade é a bioacumulação, a qual resulta em elevadas concentrações de determinadas substâncias nos tecidos e órgãos dos organismos dos seres vivos. Por consequência, segundo a Revista Oswaldo Cruz, devido à elevada quantidade de metais pesados contidos nesse lixo eletrônico, tais como o chumbo, mercúrio, cromo e cádmio, que são altamente tóxicos e capazes de gerar danos nos solos e lençóis freáticos, além de propiciar o surgimento de tumores nos tecidos.
Em contrapartida, de acordo com o National Greographic, nesse mesmo material tóxico, é possível encontrar metais preciosos que são recuperáveis. Embora a reciclagem desses seja mais difícil, pode vir a se tornar uma alternativa sustentável à mineração convencional, algo que pouparia a emissão de gases do efeito estufa decorrentes da extração desses metais. Nesse sentido, fica evidente a importância dos catadores nessa etapa da reciclagem que, sem dúvidas, potencializam o reuso e contribuem para um novo fim a esses compostos que só tinham como destino a poluição, algo que gera renda e movimenta a economia do país e contribui para um desenvolvimento sustentável.
Em síntese, torna-se visível a necessidade de estimular o correto descarte e, consequentemente, a reciclagem dos materiais constituintes do lixo eletrônico. Dessa maneira, um incentivo governamental, por meio de políticas públicas sustentáveis que impulsionem a reciclagem através do Ministério do Meio Ambiente, deverá atuar por meio de incentivos financeiros e campanhas, com o objetivo de fortalecer essas atividades de maneira a se garantir a devida finalidade de reuso, com a intenção de reduzir a poluição e processos bioacumulativos.