O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 06/06/2022

Sabemos que o consumismo está altamente atrelado à produção de resíduos sólidos, essa prática infelizmente vem se expandindo cada dia mais, isso devido ao crescimento contínuo do poder aquisitivo das camadas sociais principalmente as mais pobres, mas, isso não nega o fato da maioria da população possuir condições de vida precárias. O consumismo, a forma como a imprensa manipula os consumidores e a falta de coleta adequada do lixo são problemas seríssimos na sociedade, causando diversos outros problemas, como: ambientais e sociais.

Os principais fatores que resultam no aumento da taxa de produção de lixo é a intensificação do poder aquisitivo dos consumidores, assim, gerando uma sociedade consumista, onde a mesma consome diversos produtos de forma descontrolada e irracional, essa que também sofre da manipulaçao da mídia e da imprensa. Outra situação que deve ser revista é “Para onde é transportado o lixo brasileiro?”, segundo a PSNB (Pesquisa Nacional de Saneamento Básico) realizado pelo IBGE, 50,8% dos municípios brasileiros têm como destino final de seus resíduos sólidos os lixões, 22,5% usam aterros controlados e 27,7% usam aterros sanitários. Os lixões são os mais perigosos para o meio ambiente, já os aterros sanitários são os menos prejudiciais. Esses dados são bem preocupantes, pois essas estatísticas afetam tanto o meio ambiente, quanto as civilizações.

Os principais malefícios da produção em massa de lixo e de seu descarte inadequado, é a contaminação dos lençóis freáticos, a acumulação de metais pesados no meio ambiente entre outras substâncias, além do aumento da disseminação de doenças transmitidas por mosquitos e ratos nas regiões onde há descarte inadequado do lixo.

Uma das soluções para que haja a redução desse grande problema é o aprimoramento da coleta seletiva do lixo (que deveria ser implantado em todos os municípios e deve ser realizado de forma eficiente), outra solução é a utilização dos 3 R’s (reduzir, reutilizar e reciclar), e por fim, mais não menos importante, devemos repensar sobre nossos hábitos de consumo.