O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 03/10/2020
Com o advento da revolução técnico cientifica informacional no século XX, Torna-se notório a alta produção de objetos e utensílios que facilitaram a vida dos indivíduos, entretanto, o alto consumo de ferramentas que já vinham com uma “data de validade”, proporcionou um consumo demasiado na sociedade. Nesse sentido, esse ambiente promíscuo possibilitou uma grande geração de lixo que, com o despejo irregular de tais resíduos, pode acarretar em diversas mazelas sociais e ambientais. Em primeiro lugar, é importante ressaltar, que a indevida deposição do lixo em ambientes não recomendáveis acarreta em graves transtornos para a comunidade. Segundo dados divulgados pela revista Época, 85% dos brasileiros não possuem acesso a coleta seletiva. Dessa maneira, devido ao despreparo da população perante a recolhida do lixo, muitas pessoas despejam resíduos em locais inapropriados e com riscos de gerar empecilhos para a comunidade, tais como o entupimento de bueiros o que dificulta a escoagem da água, proporcionando enchentes, prejuízos materiais ou risco de vida para os moradores da região. Logo, nota-se que o descaso do Estado e a falta de informação do coletivo, geram graves entraves para o meio em que a população reside.
Por conseguinte, o demasiada produção de lixo na contemporaneidade, provoca danos, muita das vezes, irreversíveis para a fauna e a flora. De acordo com o site “Correio Brasiliense”, o Brasil é o maior produtor de resíduos da américa latina. Dessa forma, descartes de lixo de maneira irregular, como o despejo de pilhas em leitos de rios e lagos, promovem intoxicações de peixes e ouros animais aquáticos, podendo-se evoluir para a bioacumulação nesses seres e afetar os humanos, que estão no topo da cadeia alimentar. Portanto, urge medidas para solucionar esse impasse.
Fica claro, portanto, que a combinação entre a necessidade de locais para o despejo de lixo e o descaso para com o meio ambiente, promove grandes riscos para a esfera social. Logo, para amenizar esses estorvos, o governo federal e parceria com o ministério da saúde, por meio do uso da verba direcionada ao saneamento e da arrecadação de impostos, devem promover a construção de aterros sanitários em áreas com maior precariedade de coleta de lixo , com o objetivo de mitigar a despejo de entulhos a céu aberto, evitando assim problemas como alagamentos. Concomitantemente, as escolas devem promover campanhas abertas a comunidade, com o fito de informar a população o prejuízo dos detritos ao meio ambiente, assim os cidadãos possuirão maior conhecimento sobre essa questão.