O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 28/08/2020

O Artigo 225 da Constituição Federal, a Carta Magna Brasileira, reza que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo é essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo é preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Dessa forma, torna-se imprescindível a discussão sobre o lixo e a sociedade de consumo. Tal problemática será amenizada se fatores como descarte inadequado de resíduos e o consumismo forem tratados como prioritários.

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), cerca de 7 milhões de toneladas de resíduos tiveram destino inapropriado. É evidente que o descarte de lixo em lugares inapropriados proporciona condições para alagamentos, por meio da obstrução das redes de esgoto e dos rios. Inegavelmente, é responsável por gerar uma série de transtornos, que vão da poluição visual ao aumento dos gastos com limpeza urbana. Além disso, o problema também contribui para a proliferação de insetos vetores de doenças, devido ao acúmulo de água parada no lixo, na qual afeta a saúde pública.

É relevante abortar também que, com a chegada da Revolução Industrial no século XVIII, o consumismo, advindo do capitalismo, teve um crescimento considerável e mudou definitivamente as relações entre os seres humanos e suas reais necessidades materiais. Por certo, o consumo exagerado levou ao acúmulo de objetos e, consequentemente, ao excesso de lixo, tornando-se dessa maneira um problema para o meio ambiente. Paralelo a isso, é inegável a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para o combate a produção excessiva de lixo.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para a mudança desse quadro. Posto isso, o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Educação, devem, por meio de um amplo debate entre Estado, sociedade civil, mídia, instituições públicas e privadas e profissionais da área, lançar um Plano Nacional da Conscientização. Esse, por sua vez, terá como desígnio investir em educação ambiental e fomentar campanhas publicitárias incentivando os bazares, a fim de promover o consumo consciente no país. Somente dessa maneira a sociedade brasileira terá seus direitos garantidos, como consta no Artigo 225.