O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 27/08/2020

Na Idade Média, as pessoas não se preocupavam com a questão do acumulo de lixo nas ruas, que se multiplicavam sem nenhum tratamento e isso trouxe como consequência, o surgimento de uma epidemia, a peste bubônica. Adverso a essa época, hoje no século XXI, existem formas de tratamento e locais específicos de descarte do lixo, contudo ele continua a ser um problema de acumulo com a produção desenfreada de lixo.

Segundo o físico, Issac Newton, toda ação gera uma reação de mesma intensidade, sendo assim, toda essa má gestão causa segundo o Ministério do Meio Ambiente, as enchentes, que são causadas, na maioria das vezes, pelo entupimento de bueiros por sacolas plásticas e outros produtos. O descarte irresponsável de metais pesados, por exemplo, leva peixes à morte.

Dessa forma, a produção crescente de lixo na sociedade pós-moderna, vem através da cultura do consumismo, onde um produto comprado hoje, será trocado em pouco tempo por outro. Segundo o sociólogo, Zygmunt Bauman, a ‘síndrome consumista’ destronou a duração, por conseguinte, nada mais dura muito tempo, sendo necessário ser trocado por outro mais novo, produzindo assim muitos resíduos em um curto espaço de tempo.

Conclui-se que o lixo só se torna um problema quando ele não é tratado, descartado e produzido de forma correta. Em suma, vê-se necessário a melhoria destes campos, para diminuir a produção de lixo é necessário aprender a reutilizar, reciclar e transformar a matéria em recurso renovável e esse ensinamento deve ocorrer através das escolas, como conteúdo obrigatório desde o ensino primário, juntamente com a criação de uma lei, que garanta essas ações. Assim, a população passará a ser mais consciente de todo o lixo que é gerado e começará a utilizar ao máximo o produto, retardando seu descarto, inclusive por meio do conserto. Trata-se de uma forma diferente de se lidar com a cultura de consumo.