O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 27/08/2020
O lixo produzido nas cidades, cuja coleta é gerenciada pela administração local, é classificado de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). Na maior parte do país, o lixo é enviado para os lixões, que são áreas onde o lixo simplesmente é empilhado, sem cuidados com a separação de produtos orgânicos e inorgânicos, ou ainda com a reciclagem e o tratamento dos resíduos que podem contaminar solos, rios e aquíferos.
Sua estrutura base é constituída por materiais impermeabilizantes, como o PVC, para que o chorume – líquido formado pela decomposição do lixo – não infiltre no subsolo, podendo até mesmo ser reaproveitado através do sistema de compostagem para a produção de adubos e fertilizantes naturais.
Em 2010, o governo brasileiro instituiu a Lei Nacional dos Resíduos Sólidos, que estipulou, em 2014, o prazo para que todos os municípios do país tenham uma destinação correta dos seus resíduos, substituindo todos os lixões por aterros sanitários. Infelizmente, o Brasil não conta com um maior suporte institucional para a coleta seletiva do lixo, que representa a coleta de materiais passíveis de serem reutilizados, reciclados ou recuperados, como papéis, plásticos, metais, vidros, entre outros.
Cabe às cooperativas independentes, ou ligadas ao poder público, realizarem essa separação do lixo antes dele ser enviado para os aterros, ou ao bom senso da população em realizar essa separação.