O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 26/08/2020

Consumismo no Brasil

É de conhecimento geral que, a partir do processo de industrialização do Brasil no século XIX, várias fábricas se instalaram no país aumentando demasiadamente a produtividade. Por consequência, causou mudanças no estilo da sociedade, que passou a aderir ao consumo exagerado; como a maioria dos produtos possuem obsolescência programada, gera uma enorme quantidade de lixo que, muitas das vezes, são descartadas de forma inadequada, prejudicando o meio ambiente.

Inicialmente, é necessário reconhecer que o consumismo se enraizou na sociedade moderna com o advento do capitalismo. Com a necessidade de vender cada vez mais produtos, as empresas estimulam na sociedade através de propagandas uma necessidade imensurável de comprar aquele produto. O resultado disso é que muitas pessoas adquirem produtos sem a real necessidade, mas apenas por que passou a enxergar aquele produto como um “produto de status social”.  Uma pesquisa realizada pelo Instituto Akatu, feita em 2018, revelou que 76% da população brasileira não praticam o consumo consciente.

Em decorrência disso, milhares de produtos (muitos que poderiam se reaproveitados) são descartados de forma inadequada em lixões a céu aberto; no Brasil há poucas cidades em que se tem uma coleta de lixo ambientalmente adequada. Por sua vez, o meio ambiente sofre cada vez mais com a poluição do ar, dos rios e do solo. Estima-se que em 2050, haverá mais plástico do que peixes nos oceanos.

Portanto, cabe ao poder legislativo elaborar leis para que se torne obrigatório a coleta seletiva, criar novos centros de reciclagem, aterros sanitários e acabar com os lixões a céu aberto, sob punição e/ou pagamento de multa ao responsável que descumprir, com o fito de destinar adequadamente o descarte do lixo, diminuindo a poluição. Cabe também ao ministério do Meio Ambiente promover campanhas publicitárias para que a sociedade busque a desenvolver o consumo consciente.