O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 27/08/2020
A Revolução Industrial no século XVII possibilitou o aumento da produção e, consequentemente, do consumo dos produtos. De maneira análoga, no mundo atual, esse quadro persiste em continuar, visto que a sociedade ainda possui uma cultura consumista, a qual desencadeou o excesso de dejetos resultantes do consumo desenfreado. Logo, o debate acerca do lixo e a sociedade de consumo no Brasil torna-se imprescindível.
É essencial, em um primeiro olhar, observar que o lixo, como os demais problemas ambientais, tornou-se uma questão que excede à capacidade dos órgãos governamentais e necessita da participação da sociedade para sua solução. Porém, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2016, 41% do lixo é desprezado a céu aberto, ou seja, o governo não descarta corretamente os lixos recolhidos pelos coletores em municípios. Dessa forma, os resíduos descartados produzem o chorume e, em sequência, contaminam o solo e o lençol freático, além de de propiciar a proliferação de vetores de doenças, em detrimento da qualidade do meio ambiente e da saúde pública.
À luz desse debate, infere-se, ainda, citar a fala do insigne cientista Antoine Lavoisier “na natureza nada se cria, tudo se transforma” a qual, quando relacionada ao assunto, entende-se que, todo bem material adquirido resulta num acúmulo de lixo após seu descarte, uma vez que o mesmo simplesmente não desaparece depois da coleta de lixo. Sob essa lógica pode-se citar as campanhas de reciclagem, que transformam o lixo descartado em um material novo pronto para uso.
Esse retrato preocupante no cenário brasileiro, evidencia, portanto, a necessidade do governo de adotar o aterramento sanitário como método de descarte eficaz dos resíduos em decomposição, afim de não prejudicar o solo e nem os lençóis freáticos da região. Ademais, cabe a sociedade adotar a prática chamada de, consumo consciente, ou seja, comprar somente o necessário para evitar o acúmulo de produtos que serão descartados. Com isso, ficar independente do consumo compulsivo.