O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 25/08/2020
Durante a segunda metade do século XIX, o mundo sofreu um grande período de industrialização sendo ele o precursor de uma nova era de consumismo. Ao se tratar de Brasil, essa era trouxe consigo inúmeras melhorias como o desenvolvimento tecnológico, no entanto, provocou uma grande produção de lixo voltado para o que se consumia na época. Tais atitudes se perpetuam até a atualidade, e influencia na enorme variedade de lixo produzido. O consumismo exacerbado tornou-se uma ferramenta de extrema periculosidade, posto que, os resíduos sólidos despejados no meio ambiente são crescentes a cada dia.
Segundo o Fundo Mundial da Natureza (WWF), o Brasil é hoje o quarto país que mais produz lixo no mundo sendo ele o “campeão” da América Latina. Tal problemática se intensifica ao dizer que apenas 1,28% é reciclado. Os índices de resíduos descartados de forma incorreta crescem pelo fato de que a sociedade não foi educada para jogar o lixo na lixeira, visto que não há sequer separação dos mesmos em lares brasileiros. De acordo com o Banco mundial a irregularidade de descarte é comum, uma vez que, a ausência de sistemas de gestão levou a produção de lixões a céu aberto e transformou em um dos maiores problemas mundiais. Os detritos hoje são frutos de um intenso consumo.
Além disso, aos aterros controlados existem falhas de fiscalização sendo eles produtores de problemas como: a poluição em escala, contaminação do ar e da água. A negligencia do governo e de órgãos competentes é preocupante visto que não há anseio de proteção ao bem precioso e natural. A sociedade e os seus desejos de possuir provocam efeitos negativos com a certeza de consequências futuras, já que a capacidade de decomposição de materiais é tardia e a falta de conhecimento sobre o assunto é facilmente encontrada. O fato de haver o recolhimento do lixo nos lares não previne um mau descarte.
Portanto, ações e melhorias devem ser feitas com urgência. As atitudes em relação aos gastos e ao consumo exagerado devem ser revistas, já que o Brasil se localiza em uma posição de perigo. Quanto ao governo cabe a ele fiscalizar de forma correta os aterros sanitários, proibir a construção de lixões e cumprir leis de proteção ambiental. A sociedade precisa levar em conta de que ações do presente de perpetuam para o futuro. Propagandas televisivas de conscientização devem ser criadas. As escolas em parceria com o governo precisam levar tal assunto as salas de aulas, induzindo ao aluno um olhar de cuidado e controle de consumo.