O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 25/08/2020

Em meados do século XVIII, a Primeira Revolução Industrial eclodiu na Inglaterra, isso desenvolveu a Lei de Oferta e Procura, na qual resultou em um consumismo exagerado. No entanto, a falta de consciência e ecológica sobre a destinação correta do lixo implicou em uma reação em cadeia, e com o passar dos séculos e com o aumento da população mundial, o lixo se tornou um grande problema, que afeta em proporções globais.

Inicialmente, é válido ressaltar o poder da mídia e a capacidade de influenciar quem assiste. As redes sociais -no século XXI- corroboram para o aumento do consumismo, por meio de propagandas convincentes. O modelo de consumo capitalista requer a compra de produtos, e devido a concorrência, querem convencer o consumidor a adquirir o produto da empresa, aumentando as mercadorias em circulação, que posteriormente serão descartados, para dar espaço a um melhor do que o interior.

Por consequência disso, a poluição decorrente do acúmulo do lixo em lugares inapropriados afeta principalmente a natureza, visto que, o líquido eliminado -conhecido como chorume- contamina o lençol freático, sendo irreversível a descontaminação. Além disso, doenças como leptospirose, dengue, cólera podem ser desencadeada e acarretar em surtos, sendo prejudicial para a saúde pública. Cerca de 53% do lixo é jogado em aterros sanitários, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, corroborando para a proliferação, além do mal cheiro e da poluição visual.

Em virtude dos fatos mencionados, é dever da Vigilância Sanitária fiscalizar as ruas e lotes vazios, com o intuito de conferir se há o descarte incorreto do lixo, isso corrobora para o aumento de doenças. Outrossim, é o indivíduo optar  por produtos de embalagem reciclável e biodegradável, por meio de anúncios feitos por empresas a fim de causar impacto no comprador, isso continua o ciclo de consumo, entretanto de maneira sustentável.