O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 25/08/2020

De acordo com o químico Lavoisier, na natureza nada se perde, mas tudo se transforma. Logo, cabe analisar que todos os recursos criados devido aos avanços tecnológicos das Revoluções Industriais e o excedente característico da produção Fordista no século XX ainda existem no planeta. Ainda no ápice da era tecnológica, o século XXI, a destinação do lixo não reúne diversidade, enquanto os objetos de consumo objetivados a satisfazer o povo, sim, e consequentemente uma reação em cadeia.

Primeiramente, o consumismo acentuou-se após a Segunda Guerra Mundial e o fim da Guerra Fria, que proporcionou à população mundial a ânsia por gozar de todos os benefícios concebíveis a vida humana e a definição de novos valores sociais baseados na capacidade de possuir. Igualmente, o sistema capitalista vigente passou a incluir no mercado artefatos sem utilidade real apenas para suprir essas necessidades.

Por consequência, dados da Abrelpe relatam que em 2018 o Brasil gerou cerca de 79 milhões de toneladas de lixo, com 209 milhões de habitantes, segundo o Banco Mundial - cerda de 2,6 mil toneladas por habitante.

Ademais, os dejetos gerado pelas industrias e produto industrializado não recebe tratamento específico e tem o destino centrado em lixões: espaços a céu aberto que comportam rejeito com potencial tóxico, de risco e capaz de atrair vetores como baratas e ratos, transporte para a febre tifoide e peste bubônica respectivamente. Além disso, o acervo de lixo é capaz de produzir o chorume, que não só contamina e diminui a qualidade do ar e da água como também causa forte odor e náuseas à população.

Portanto, cabe a ANVISA junto ao Poder Legislativo limitar a comercialização de produtos sem utilidade e capazes de gerar perdas ambientais no país, por meio de protocolos criteriosos sobre a procedência e funcionalidade de um produto, a fim de diminuir o consumismo excessivo. Também é dever do Ministério do Meio Ambiente propor um plano de saneamento baseado na coleta seletiva a fim de aumentar o reaproveitamento de matéria e diminuir a quantidade de lixo no território.