O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 25/08/2020
Na Europa, durante o século XVIII, a revolução industrial acarretou diversas mudanças tecnológicas. Entranto, se intensificou o descarte de lixos nocivos, grande quantidade de líquido tóxico foi lançado sem controle na natureza e poluiu os mananciais de água, como acontece no Brasil até os dias de hoje. Nesse sentido, convém analisar dois aspectos: o consumismo exagerado e a gestão do lixo no pais, que gera muitos problemas ambientais.
Em primeiro lugar, segundo o pensamento do filósofo William Beveridge, “O fim material de toda a atividade humana é o consumo”, ou seja, o consumo exacerbado acarretará diversos males ao ser humano. Entretanto, o hábito de adquirir produtos e serviços sem precisar e a compra pelo desejo, não pela necessidade está presente no cotidiano do brasileiro, isso por conseguinte leva ao crescimento das taxas de produção de resíduos descartados.
Somado a isso, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais(Abrelpe), o país gera cerca de 79 milhões de toneladas de lixo por ano, o maior produtor da América Latina. Em virtude disso, há uma má gestão do lixo, ocasinando diversos problemas ambientais, tais como, quando o lixo é depositado nas ruas, ele pode atrair inúmeros animais como ratos, baratas e moscas que são transmissores de inúmeras doenças, podendo afetar até mesmo na produção de oxigênio, com o fenomeno da eutrofização, em que inibe a produção das algas.
Evidencia-se, portanto, a necessidade do Ministério da Educação ampliar a unidade curricular do ensino básico, aplicando as matérias de gerenciamento das finanças pessoais e o consumo responsável, afim de diminuir o consumismo e a produção de lixo. Além do mais, se faz necessário que o governo disponibilize cestos de lixo suspensos, nas calçada das casas e contrua mais aterros sanitários, para assim não acontecer a proliferação de doenças e aplicar uma melhor destinção dos resíduos descartados que não afete o meio ambiente.