O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 27/08/2020
Em meados de 2018, a “Digital Influencer” Luiza Moraleida abandonou um apartamento na cidade de São Paulo para viver como nômade. Em um canal no Youtube, a viajante, que já se deslocou por roteiros inimagináveis, como o Alasca, conta que todos os seus pertences podem ser facilmente carregados em uma mochila. Diante do cenário capitalista, tal estilo de vida parece inacreditável, contudo, hodiernamente, nota-se a importância de repensar consumo, uma vez que o aumento na produção de lixo ameaça a natureza.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar o período pós guerra, posto que o crescimento econômico dos Estados Unidos promoveu um aumento no crédito das classe menos abastadas, fator responsável pela criação do fenômeno sociológico: “American Way Of Life”, famoso por fomentar um ideal de felicidade baseado na compra. Nesse contexto, a notória influência desse país no globo promoveu um arquétipo que se perpétua na atualidade, um vez que as pessoas ainda acreditam que acúmulo de bens é capaz de suprir as carências emocionais. Logo, torna-se imprescindível alterar tal realidade, posto que a irresponsabilidade no consumo afeta não só a psique dos indivíduos, mas também a natureza.
Nesse sentido, vale salientar que, segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil descarta cerca de 540 mil toneladas de lixo diariamente. Tal informação preocupa, posto que o acúmulo de lixo causa impactos ambientais, sobretudo no lençóis freáticos que podem se contaminar com o descarte inapropriado. Assim, nota-se a necessidade de aumentar o reaproveitamento dos materiais descartados, contudo o Ministério do Meio ambiente aponta que apenas 3% do lixo é reciclado no país.Sob tal ótica, politicas públicas devem ser desenvolvidas a fim de fomentar consumo e descarte éticos.
Destarte os fatos elencado, os Ministérios do Meio Ambiente e Educação devem criar um projeto nas escolas do país, com o intuito de discutir o consumo exacerbado comum na sociedade e o seus impactos na natureza. Para isso, antropólogos, psicólogos e biólogos irão atuar juntos na construção de palestras, com conteúdos interdisciplinares sobre os impactos das compras e do descarte inapropriado delas no Brasil. Assim, mediante a promoção desses eventos educativos, as pessoas passarão a viver de maneira minimalista, e assim como Luiza Moraleida terão consciência de que o acúmulo é incapaz de suprir carências emocionais.