O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 25/05/2020

No curta “Man” de Steve Cutts, ilustrador e animador inglês, podemos ver a natureza do ser humano, o qual destrói a natureza incessantemente e constrói uma sociedade capitalista caracterizada pelo consumismo. Nessa perspectiva, observa-se que o consumo exacerbado e desnecessário gera, no Brasil, consequentemente, uma enorme produção de lixo, acarretando em problemas para todos. Nesse viés, analisam-se duas vertentes a serem trabalhadas nessa situação: a baixa infraestrutura na questão do descarte dos detritos, o que prejudica ao homem e à natureza e como a alta taxa de consumo e desperdício acentua a problemática.

Em primeira análise, é lícito postular que os problemas estruturais no descarte dos rejeitos envolve, não só a inadequação dos lixões, mas também a falta de aterros sanitários, os quais seriam a correta alternativa para a deposição dos resíduos. De acordo com Annie Frank, “Quanto mais as coisas demoram a mudar, mais entranhadas ficam”. Com isso, nota-se que a não tomada de atitudes para a resolução do problema dificulta a saída desse no mais tardar, sendo possível ver isso ao se ver as consequências decorrentes desse cenário, como a poluição do solo e das águas (tanto subterrâneas quanto superficiais), causando morte de espécies na fauna e na flora.

Ademais, é perceptível como a sociedade de consumo funciona como um impulsionador do problema, visto que induz a população a comprar coisas em excesso e sem necessidade, aplicando a uma grande quantidade de produtos a obsolescência programada, que reduz o prazo de validade dos objetos. Esse quadro, característico da 4° Revolução Industrial; determinada pelo meio técnico científico e informacional, tende a se somar a alta taxa de consumismo e desperdício da sociedade e, consequentemente, acentuar a produção de lixo.

Para tanto, urge a tomada de medidas que resolvam a problemática. Para isso, cabe ao Estado, como detentor do poder público, melhorar a infraestrutura no descarte dos detritos, por meio da construção de aterros sanitários e transformação dos lixões nesses, com o intuito de reduzir os problemas ambientais e socioeconômicos decorrentes do alto volume de rejeitos. Além disso, cabe a cada indivíduo, como integrante do corpo social, atentar-se para os perigos do consumismo, por meio da visualização de palestras, nos diversos meios de comunicação, que tratem sobre o tema, com a finalidade de reduzir a consumição excessiva e o desperdício e, assim, diminuir a produção de resíduos. Dessa forma, será possível amenizar os problemas causados pelo lixo e a sociedade de consumo no Brasil.