O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 12/09/2019

No filme de animação “Wall-E”, é retratado um futuro distópico, no qual um robô empilhador de lixo é abandonado na Terra, pois, a insustentabilidade do planeta criou um ambiente impossível de se propagar vida, fazendo os seres humanos procurarem outro local de habitação distante dele. Fora da ficção, o problema é refletido no consumo inconsciente da população, consequentemente, agrava-se a situação da produção de lixo em grande escala.

Em primeiro plano, vale analisar, o motivo pelo qual a sociedade atual é instigada ao consumo. Em 1991, com o fim da Guerra Fria, o capitalismo tornou-se o modelo econômico aderido pelo mundo, sendo esse instigador do consumo em massa. Paralelamente, o neoliberalismo foi prestigiado, deixando as empresas no livre mercado, sem regulamentações que controlem métodos de alienação, com o fito de aumentar o lucro e massificar o público, exposto a uma gama de informações que o  convença do consumo ilimitado, assim como defendia a Escola de Frankfurt.

Por conseguinte, o consumo exacerbado gera o aumento da produção de lixo nas cidades. O filósofo Schopenhauer destacava que a “vontade” deve ser controlada, pois ela leva a infelicidade e nunca, a satisfação. Concomitantemente, a vontade de consumir em grande escala deve ser controlada, caso contrário, não apenas o consumo vai ser “exponeciado”, mas também o lixo.Por isso,  a criação de medidas sustentáveis e diminuição na quantidade de lixo é imprescindível, estabelecendo práticas de separação e manutenção dos “3 Rs”: reutilizar, reduzir e reciclar.

É evidente, portanto, que há entraves para a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Logo, cabe ao Governo Federal, por meio de intervenção estatal, sancionar leis que regulamente as empresas privadas de não alienar o consumidor e fiscalizar o cumprimentos delas, responsabilizando-as com multas e indenização, a fim de diminuir a influência consumista da Industria Cultural. Ademais, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) deve promover a formação de profissionais palestrantes, que irão nas escolas estabelecerem atividades recriativas com os alunos, para que mostrem a importância da separação do lixo e o hábito do consumo consciente. Somente assim, é possível criar um futuro próspero para as próximas gerações, diferentemente do contexto do filme “Wall-E”.