O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 27/10/2017
Em sua obra “Casa Grande e Senzala”, o cientista social Gilberto Freyre defende que a multiplicidade étnica brasileira compõe a identidade nacional e por isso todos devem ser igualmente respeitados.Porém, os indígenas são vítimas de constante preconceito.Nesse contexto, deve-se analisar a herança hierárquica etnocentrista e a negligência do poder público.
Em primeira instância, deve-se considerar a histórica inferiorização da comunidade indígena.Desde o século XVI, quando os colonos portugueses determinaram que os “índios” deveriam ser “domesticados” sob a cultura europeia, tida como superior, percebe-se uma clara opressão cultural.A sociedade então passou a disseminar esse conceito etnocêntrico, que persiste até os dias atuais.Um bom exemplo são as cantigas infantis, que retratam o nativo como figura folclórica, fazendo a criança interiorizar e reproduzir o preconceito durante a vida.
Soma-se a isso a clara falta de efetividade dos órgãos públicos.Apesar de o Estatuto do Índio estar em vigor desde a década de 1970, o Estado não garante o cumprimento do mesmo.As reservas garantidas por lei, por exemplo, são alvo de constantes invasões, sobretudo por interesse do agronegócio.Esse conflito territorial muitas vezes acarreta violência contra os indígenas, construindo um cenário caótico e hostil.
Infere-se, portanto,que os aborígenes vem sendo historicamente oprimidos.Logo, o Governo, em parceria com as escolas, deve implementar uma política de valorização da cultura indígena.Para tal, deve-se adicionar à grade escolar disciplinas e palestras que mostrem a importância dos valores nativos, a fim de eliminar o preconceito e construir uma cultura mais respeitosa.Outrossim é a atuação do poder Executivo, fiscalizando de forma mais eficiente os direitos desse povo, por meio de leis mais rigorosas e detalhadas e de uma inspeção constante.Dessa forma, a premissa de Freyre será concretizada e teremos uma sociedade mais inclusiva e respeitosa.