O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 26/10/2017

Em meados de 1500, os portugueses chegam ao Brasil influenciando os indígenas que lá estavam. Com isso, os Europeus, dotados de um forte sentimento etnocêntrico, impuseram sua cultura aos ameríndios e apossaram-se das terras destes. Da mesma forma, atualmente, as áreas indígenas são desprezadas pelo avanço da modernidade, visto que, o avanço da agricultura, bem como a construção de obras de grande porte, são causas dessa problemática.

Primeiramente, a necessidade de terras agricultáveis é um pré-requisito para uma melhor lucratividade no mundo contemporâneo. No entanto, esse fato contrasta com a realidade, por exemplo, no Mato Grosso do Sul, localidade na qual se registra altos índices de conflitos por terras com os índios. Nesse sentido, os nativos alegam que determinadas áreas pertencem a eles, pois, elas são herdadas dos seus ancestrais.

Além disso, a introdução de construções faraônicas alteram o equilíbrio natural e social dos indígenas. Nessa perspectiva, a concepção da usina de Belo Monte, localizada no rio Xingu em Altamira, no Pará, destruiu residências que estavam concentradas nas suas margens. Ademais, essas famílias ficaram sem o artifício da pesca, seu principal meio de sobrevivência, devido a inundação feita pela usina.

Pode-se perceber, portanto, que as ações antrópicas ignoram mais de 500 anos de história indígena. Logo, o Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, deve desenvolver palestras de cunho educativo, visando à instrução e conscientização sobre a memória dos nativos. Outrossim, a mídia, através do seu conteúdo publicitário, precisa divulgar esse projeto nas redes sociais e nas propagandas televisionadas. Por fim, as ONG’s, junto com as prefeituras, têm que promover, em escolas, simpósios e seminários sobre a conservação do meio ambiente, desenvolvimento sustentável e preservação da cultura indígena. Ciente do que foi supracitado, como diria Mahatma Gandhi, “temos de ser a mudança que queremos ver no mundo”, esse é o primeiro passo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.