O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 26/10/2017
A situação dos povos indígenas, bem como o desrespeito à sua cultura e costumes, tem raízes históricas. Desde a colonização, onde o europeu etnocentrista almejava “humanizar” o nativo até a visão heroica do índio proposta pela primeira geração romântica brasileira, esses indivíduos ainda tem seus direitos cerceados e a integridade física e cultural comprometidos. Com o fito de elucidar a problemática, tal questão merece zelo.
Um primeiro aspecto relevante. Os artigos 231 e 232 da Constituição Federal de 1988, resguardam os direitos desses povos, entre eles, a demarcação de terras - para uso, preservação e manutenção de seus hábitos culturais - porém, uma minoria política capitalista torna inócuo um direito adquirido e enfraquece o exercício da cidadania por parte desses indivíduos que também compõe a sociedade brasileira, todavia, permanecem reféns do Darwinismo Social.
Outro fator relevante é a violência física e identitária. A brutalidade contra essa população, perpetua o rastro negativo deixado desde o genocídio dos povos nativos do Brasil Colonial. Esse dado é ratificado pelo relatório do Conselho Indigenista de 2015 que atestou a morte de 54 índios no país. Esses, tem sua auteridade amputada. O futuro repetindo o passado, conforme disse Cazuza.
Para que se reverta esse cenário caótico, portanto, é imperativo a ação conjunta do Ministério da Justiça e Fundação Nacional do Índio para a demarcação das áreas exploradas, bem como promover a remoção e a punição dos invasores. Para que assim, as aldeias possam se autossustentar e desenvolver. Outra medida pertinente é garantir a segurança desses povos com a ajuda das Organizações não Governamentais, monitorando e fiscalizando denúncias de invasões e violência. Assim, a cultura e identidade indígenas se perpetuarão.