O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 24/10/2017
Em 2012, houve no Rio de Janeiro, a tentativa da demolição do Museu do Índio para a ampliação do estacionamento do Estádio Maracanã. Entretanto, após uma série de ações, protestos e pressões de alguns setores sociais, tal projeto foi cancelado. Nessa perspectiva, é necessária discutir a persistência, e potencialização pelo capitalismo, da ótica etnocêntrica como responsáveis pela intolerância aos primitivos na atualidade.
Em primeiro plano, é evidente a sobreposição da cultura branca em detrimento à cultura indígena. Tal panorama é oriundo da pseudo colonização portuguesa, baseada em preceitos judaico-cristãos, que, ao chegar às terras ameríndias, ignorou a existência dos nativos e não os tratou como indivíduos. Portanto, mesmo com a resistência deles, houve o sufocamento de uma cultura que, ainda protegida contemporaneamente por medidas legais por órgãos como a FUNAI, permanece oprimida e sem o devido valor histórico pela sociedade brasileira.
Ademais, a especulação da exploração dos recursos naturais das poucas reservas tribais corrobora a discriminação dos índios. Isso se dá pelo caráter capitalista inescrupuloso e, ecologicamente, insustentável que converge ao produto da luta de classes teorizado por Marx. Essa teoria pode ser exemplificada pela insistência da expansão da fronteira de exploração pelos empresários nas áreas preservadas, desrespeitando não apenas um parecer legal, mas ignorando qualquer valor humanístico cultural que possa haver.
É inegável, portanto, o desprezo à cultura e ao espaço indígena nos dias atuais. Dessa forma, é papel do Poder Executivo atuar com mais transparência e rigidez na manutenção das leis já existentes acerca do contexto. Para tanto, a pressão das ONGs mostrando o cumprimento ou não, das mesmas, via redes sociais, será de total valia. Também, ao Ministério da Educação cabe o enaltecimento da cultura indígena nas diretrizes escolares, sendo que compete às Escolas a elaboração de feiras científicas e gincanas que tragam as competições esportivas indígenas a fim de usá-las como elo de aproximação com os costumes dos índios. Em consonância com a ativista Helen Keller, será por meio da educação que atingiremos seu papel mais sublime: a tolerância.