O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 24/10/2017

Injustiça  atemporal

Desde a colonização brasileira, instauraram-se práticas de violação aos direitos naturais dos indígenas. Na contemporaneidade, tais impasses perpetuam-se, seja pela histórica desvalorização do povo autóctone, seja pela expansão da fronteira agrícola. Logo, há a necessidade de se conhecer essa problemática, em prol de sua atenuação.

A priori, vale ressaltar a sociologia funcionalista de Durkheim, a qual determina que, para uma sociedade ser coesa e funcional, as instituições sociais devem atuar harmoniosamente. Assim, o passado brasileiro de exploração escravagista da mão de obra indígena, e a solidificação de uma imagem inferiorizada da cultura desses povos, a partir de um olhar etnocêntrico português, fomentaram a construção de uma pátria assimétrica e desarmônica. Por conseguinte, esses indivíduos não possuem seus direitos fundamentais de cidadãos e, então, tornam-se à margem da sociedade. Portanto, a avaliação das raízes históricas de tal problemática se torna crucial, para destarte minimizá-la.

Ademais, torna-se fundamental entender que o agronegócio brasileiro é marcado por inúmeros latifúndios na região do Meio-Norte e no sul da Amazônia. À vista disso, os territórios que outrora pertenciam aos autóctones, são retirados destes de forma ilegal e hedionda, por grandes agricultores, com o intuito de virarem imensuráveis plantios de soja. Dessa forma, comprova-se alarmante essa situação visto o caso ocorrido em 2017 no Maranhão, no qual, um conflito entre índios e fazendeiros terminou com um total de 10 indígenas mortos e, um deles brutalmente assassinado, conforme notificado nos jornais televisivos. Nesse âmbito, agentes externos devem agir, em prol de solucionar tal situação contemporânea.

Infere-se, portanto, a urgência de providências para combater a violação dos direitos fundamentais dos índios no Brasil. Dessa maneira, cabe às escolas brasileiras, por intermédio de incentivos monetários gerenciados pelo Ministério da Educação, lecionar, através de livros didáticos e professores de sociologia, a importância de valorizar os indígenas brasileiros, podendo contar suas contribuições históricas para a formação da nação, objetivando formar cidadãos conscientes que lutem pelos direitos dos nativos. Outrossim, é de responsabilidade do Terceiro Setor, visando ações não lucrativas, criar campanhas publicitárias que condenem a apropriação ilegal e hedionda dos territórios autóctones, a fim de minimizar o atual conflito entre os fazendeiros e os índios no país. Por fim, segundo Luther King,’’ uma injustiça em um lugar qualquer é uma afronta à justiça em todo o lugar’'.