O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 24/10/2017
O preconceito e o complexo de superioridade trazidos pelos estrangeiros no século XVI durante a colonização do Brasil permanecem vivos em pleno século XXI. O estereótipo moldado pelo colonizador está inserido na sociedade atual, que ainda vê o índio de maneira subjugada. Embora haja políticas atuais que defendam os direitos de povos indígenas, é evidente que essas leis são constantemente burladas.
De fato, o preconceito sofrido pelos povos nativos do Brasil não são atuais. A cultura do homem branco sempre quis sobrepor outras, inclusive, a dos povos indígenas. A vinda dos jesuítas para o Brasil em 1549 com objetivo de catequizar os índios foi apenas um, de vários genocídios culturais sofridos pelos povos. Reflexo dessa sobreposição cultural é que atualmente o Brasil é predominantemente católico e a língua oficial é o português. A falta de acessibilidade ao idioma pode contribuir gravemente para que alguns povos se excluam mais ainda da sociedade.
Ademais, é evidente uma lentidão da parte do Governo para estabelecer direitos aos índios. Apenas em 1988 os povos indígenas ganharam atribuições sobre terras, costumes e crenças. Além de ter a cidadania ferida por diversos fatores, o que mais gera conflito é a invasão de terras indígenas por conta do desmatamento ilegal e em prol do agronegócio. A ocupação das áreas de preservação gera implicações muitas vezes irreversíveis, como perca de biodiversidade e mortes indígenas.
Portanto, medidas a curto prazo são necessárias para que se reverta esse cenário problemático. É necessário a criação de campanhas midiáticas em programas de TV, com diálogos que incentivem a inserção do índio e de sua cultura na sociedade, proporcionando assim, troca de conhecimento para ambos os lados receptores. Além disso, o Ministério Público em conjunto com ONGs deve intensificar medidas de interdição dos recursos e terras indígenas, bem como promover a remoção de invasores e aumentar a fiscalização nesses locais. Só assim, estabeleceremos a paz com os nativos e estaremos de acordo com os artigos 231 e 232 da Constituição.