O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 22/10/2017

Iracema, Ubirajara e O Guarani são livros famosos do romancista indianista José de Alencar (1829-1877). Nessas obras, verifica-se a idealização do índio como herói e a visão de sujeito fundamental para a constituição da pátria. Todavia, foi somente com a Constituição de 1988 que os indígenas tiveram seus direitos reconhecidos e efetivados, porém, hoje, muitos sofrem com invasões aos seus territórios protegidos por lei e com isso há perca de sua identidade cultural.

Tendo em vista que 90% das terras indígenas no Brasil se encontram na Amazônia legal, a maioria destas sofrem com invasões e destruição de sua propriedade em razão de interesses das indústrias madeireiras, agricultoras e mineradoras. Além da devastação natural, essa situação contribui para que os índios percam direitos básicos, como o de moradia, sustento e terra.

Segundo Oswald de Andrade, se fosse uma manhã de sol, o índio teria despido o português. Porém, como era uma manhã de chuva, o português vestiu o índio. Práticas como as abordadas anteriormente, fez com que os indígena tornassem alvos de exploração durante a história, antes com a escravidão, hoje com seus direitos violados. Isso trouxe consequências como a perda da cultura desses povos. Muitos deixaram religiões e costumes se esvaírem por conta desse abuso, tanto é que, segundo a FUNAI (Fundação nacional do Índio), em 1500 viviam cerca de 5 milhões de índios e atualmente, somente 900 mil integram essas populações.

Por conseguinte, vemos o reflexo da história na atualidade do ameríndio brasileiro. Cabe ao Ministério da Justiça fiscalizar mais rigorosamente as invasões às terras indígenas, abrindo maior possibilidade para órgãos como a FUNAI que lutam por esses direitos. Com isso, não devem ficar impunes os infratores, cabendo penas como multas e prisões inafiançáveis. Isso viabilizará a construção de um país com uma valorização do índio na atualidade, constituindo assim um país de fato mestiço culturalmente e etnicamente.