O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 23/10/2017
No século XX, houve grandes transformações políticas, sociais e culturais no mundo. Muitas novidades como o avião, o automóvel e o cinema, a psicanálise de Freud ou a teoria da relatividade de Einstein, originaram novos modos de vida e pensamento. Diante de tais fatos, no século XXI, muito se tem discutido sobre os caminhos para combater a violência contra os índios no Brasil. Em vista disso, é preciso de um olhar mais apurado a respeito dessa problematização, para assim, descobrirmos as suas raízes.
De fato, os nativos têm o direito a terra, elencado na Constituição de 1988. No entanto, a expansão agropecuária para o norte, iniciada desde 1970, tem aumentado a disputa fundiária no país e, consequentemente, atingido o funcionamento dessa norma. À guisa de exemplo, segundo o Estado de Minas, houve um massacre confirmado pelo Ministério Público em uma tribo isolada no Amazonas, que revela a ausência de proteção sobre essa população. Dessa forma, a partir de quando enxerga-se o conservadorismo dos latifundiários, revela-se o crescimento das taxas de mortalidade nas comunidades primitivas.
Nesse enfoque, é importante frisar também acerca da dificuldade em oferecer atendimentos médicos nas tribos indígenas. Por esse motivo, o número de suicídios têm se elevado por intermédio da ausência de profissionais especializados, além dos obstáculos de localização, que demonstram a discrepância entre a vida de um índio e a de um morador urbano, que possui maior auxílio e flexibilidade no seu cotidiano. Destarte, o compromisso do Estado com os autóctones é necessário para garantir a acessibilidade desses indivíduos desde a saúde até a educação, como também, promover a inclusão em todos os setores da sociedade.
De acordo com Lao-Tsé, influente filósofo chinês, uma longa caminhada começa com o primeiro passo. Desse modo, cabe ao Governo Federal criar uma fiscalização móvel agregada a centrais de orientação acerca das políticas indigenistas, no intuito de controlar e diminuir os casos de ataques contra os nativos por meio da conscientização. Outrossim, a Fundação Nacional do Índio deve buscar dar maior assistência nas comunidades indígenas mediante a constante ação de agentes de saúde, enfermeiros, psicólogos que possam disponibilizar vacinações, prevenções de patologias, no intuito de desenvolver a qualidade de vida para essa população. Já a escola, à luz do conhecimento, deve realizar debates entre estudantes e advogados sobre as leis que resguardam os índios, afim de fomentar a criticidade a respeito das práticas hostis contra esses sujeitos.