O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 25/10/2017

Idealizado durante a 1ª geração romântica como herói nacional, o índio vem desde o século XVI, sofrendo ataques contra a sua cultura e seus direitos. No período na colonização, segundo o IBGE, essa população diminuiu em 25% e dos 1,5 mil idiomas falados restaram apenas 274. Longe de ser uma problema do passado, apesar da Constituição de 1988 garantir o direito desses cidadãos, a situação em que vivem é alarmante,uma vez que os mesmo sofrem constantemente com conflitos e com o preconceito.

É inegável notar como o avanço do agronegócio afeta negativamente as tribos indígenas. Os grande latifundiários, imbuídos pela ganancia e pelo capitalismo, invadem e desapropriam as terras desse povo, usando-se muitas vezes a violência. A exemplo disso existe a PEC 2015- amplamente apoiada pela bancada ruralista- que altera as regras para demarcação de terras indígenas e quilombolas, indo contra a Constituição que garante a esse povo o direito a propriedade.

Além disso, a caracterização feita por Pero Vaz de Caminha em sua carta parece ainda estar presente nos dias de hoje. O índio tem sua construção feita enquanto imagem e não cultura. As escolas, por exemplo, tendem a ensinar uma visão estereotipada dos mesmos, não abordando suas diversidades culturais. Nesse contexto a população indígena acaba sendo isolada da sociedade e privada dos seus direitos como cidadãos, pois são considerados como primitivos e incivilizados. Sofrendo, dessa maneira, com a intolerância e o preconceito.

Visto o panorama apresentados, nota-se a necessidade de buscar medidas para solucionar os desafios sofridos pelos aborígenes. O governo, juntamente do Ministério da Educação,deve promover a efetivação do Projeto de Estatuto das sociedades indígenas,visando promover a proteção e o reconhecimento das diferenças culturais sem a premissa de inferioridade,proibindo a destruição e exploração de recursos encontrados nos locais onde existem as tribos.