O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 20/10/2017

O primeiro registro escrito dos índios brasileiros é a Carta de Pero Vaz de Caminha, escrita em 1500, data do achamento do Brasil pelos portugueses. Na visão portuguesa, os “gentios” são um povo selvagem e sem cultura. Sabe-se hoje, cientificamente, que tal visão eurocêntrica era equívoca, uma vez que julgava uma cultura baseada em seus próprios costumes. Contudo, hodiernamente, os povos nativos ainda são vítimas de preconceito e esteriótipos, ao passo que lutam pela preservação de seus costumes e pelo equilíbrio com a sociedade urbana.

Primeiramente, é inegável a visão distorcida que ainda se tem dos índios na sociedade brasileira. Os povos indígenas são vistos como presos ao passado, figuras que ficaram inertes perante a evolução da humanidade. Isso é agravado pela forma com que o sistema educacional os trata. Às crianças o índio é apresentado como uma figura primitiva e isolada. Ademais, como afirma a psicologia, o que se é aprendido na infância é interiorizado pelo indivíduo, então, esses discentes carregam essa impressão equívoca pelo resto de suas vidas, e isso afeta drasticamente a percepção dos indígenas no Brasil.

Porém, apesar das adversidades, os índios brasileiros buscam sua representatividade no cenário político-social brasileiro. Eles compõe diversas organizações pelo país, e se fazem presentes na política e em movimentos sociais, além de reivindicarem seu espaço nas universidades, mas fazem tudo isso sem perder de vista seus costumes e tradições, inclusive lutam pela preservação dos mesmos. Um exemplo são os nativos da tribo Macaxali, em Minas Gerais, que atuam ativamente na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), em projetos de extensão.

À vista disso, os Ministérios da Cultura e Educação devem garantir a conscientização dos brasileiros a respeito da realidade dos índios do país, e por consequência aumentar sua representatividade. Isso deve ser feito por meio de campanhas publicitarias coordenadas por sociólogos, que divulguem informações sobre o temas. Ainda, deve-se criar cotas para indígenas em universidades, para efetivar sua participação no meio acadêmico e estimular o estudo e conservação de seus costumes.