O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 24/10/2017

No contexto social vigente, percebe-se um retrocesso ao período colonial brasileiro. De maneira análoga, a população indígena ainda sofre com a ocupação de suas terras e com outras adversidades relacionadas ao modo em que vivem. Conforme ideário newtoniano, um corpo tende a permanecer inerte até que uma força atue sobre ele. Desse modo, medidas responsáveis por alterar essa situação são imprescindíveis, uma vez que ela ocasiona malefícios para a sociedade tupiniquim.

Em primeira instância, é preciso atentar-se para os danos acarretados pela apropriação ilegal de territórios indígenas. Em uma era na qual, segundo Marx, o capitalismo modela o pensamento social, os índios têm seus direitos negligenciados em função dos interesses econômicos nas terras. As consequências disso são, claro, negativas, visto que a resistência dos povos nativos diante da presença dos latifundiários em seus ambientes, desencadeia uma série de conflitos anuais no Brasil entre estes, além de crimes, como sequestros e estupros. Isso pode ser constatado por meio de dados divulgados pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que contabilizou 138 assassinatos de índios em 2015 motivados pela ambição dos agricultores.

Ademais, a figura do herói nacional tão idealizada pelo Romantismo no século XIX, é hoje vítima de condições de vida extremamente precárias. Embora existam instituições brasileiras que promovem os direitos indígenas garantidos pela Constituição de 1988, como a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), os problemas enfrentados pelos indivíduos desse grupo persistem. Exemplos dessa realidade são as tribos Guarani e Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, as quais não têm acesso à água nem à saneamento básico, além da ausência de um tratamento de saúde adequado, o que compromete o bem estar desse povo.

Destarte, é nítido que a problemática do índio carece mudanças. Inicialmente, para reverter tal quadro, é crucial que a FUNAI cumpra seu papel de garantir os direitos do povo indígena de maneira mais eficaz. Para que isso seja possível, cabe à sociedade apoiar, moral ou financeiramente, essa fundação, bem como compartilhar os projetos desta nas redes sociais com o intuito de se alcançar um número maior de contribuintes. Dessa forma, esse órgão poderá lutar eficientemente contra a ocupação ilegal de terras indígenas, os crimes e as condições precárias de vida. Outrossim, com o intuito de enfatizar a essencialidade de respeitar o indígena, é cabível que o Ministério da Cultura, em parceria com as Secretarias de Educação, promovam palestras nas escolas que abordem a importância dessa etnia para a formação do povo brasileiro. Assim, o dilema em questão deixará seu estado de inércia e será, certamente, amenizado.