O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 20/10/2017

Brasil: um país de todos?

Apesar de se destacar enquanto potência econômica mundial, o Brasil ainda vivência problemas sociais arcaicos como a desvalorização dos indígenas. Neste contexto, dois aspectos fazem-se relevantes: o desmatamento e a violência contra esses povos. Diante da gravidade desse assunto, urge a mobilização do Estado juntamente com a sociedade para seu efetivo combate.

Com efeito, a nova Constituição de 1988 criou a demarcação de terras indígenas, onde os habitantes estariam protegidos de males exteriores. Porém, apesar de estipularem o tempo de cinco anos para efetivar a lei, ela, ainda hoje não foi totalmente concretizada, deixando várias tribos vulneráveis a ação dos não-índios. Neste sentido, grandes áreas já foram desmatadas e queimadas para fins próprios, agredindo a fauna e flora local, além de colocar em risco a sobrevivência dos habitantes.

Ademais, com o crescimento da agricultura, da pecuária e da mineração diversos nativos foram forçados a abandonar suas origens. Contra suas vontades, os índios, em muitos casos, tiveram de deixar suas terras devido a posse ilegal por meio de grandes empresas. Sendo assim, tiveram de buscar sua estabilidade em outras tribos ou migrando para as cidades.

Portanto, apesar dos progressos conquistados pelo Brasil, na prática, os indígenas têm enfrentado problemas semelhantes aos do período colonial. Faz-se necessária, assim, a reversão de tal cenário, desta forma, a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) precisa intensificar o projeto de delimitações das terras indígenas, com o apoio financeiro do Estado, colocando metas e prazos para agilizar o processo. Soma-se isso, a ação da Polícia Federal que deve fiscalizar mais a fundo cada um dos casos relacionados aos nativos, além de criar ouvidorias para denuncias anônimas de invasões ou desmatamentos ilegais, e punir seus respectivos causadores. Eventualmente, com a implantação dessas ações o Brasil poderá dar mais um passo rumo à ordem e ao progresso.