O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 24/10/2017
Atualmente a disputa por terras entre indígenas e grandes produtores só cresce no Brasil. A fronteira agrícola, extrativismos e a mineração ilegal “obrigam” milhares de índios a deixarem suas reservas. A falta de fiscalização de órgãos públicos, movida na maioria das vezes por corrupção, piora a situação.
Segundo o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) em Junho de 2016 aproximadamente 20 reservas aborígenes foram ocupadas ilegalmente no Maranhão, A maioria das ocupações se dão com o uso de violência, os nativos sofrem estupros, espancamentos, subalternização e até assassinados, um exemplo foi na reserva Ka´por , em um conflito entre madeireiros ilegais e índios da comunidade, em que Amana pertencente ao grupo guarani foi brutalmente morta.
Órgãos como a Funai e IBAMA que deveriam fiscalizar as terras nativas, acabam agindo, movidos por propina, contra aqueles que deveriam defender, facilitando o acesso de agressores às reservas “selvagens”, além de dificultar as divisões corretas de territórios para aqueles a quem consideram “primitivos”. A degradação das suas culturas nessas condições também é inevitável por conta do contato com o “homem culturalizado”, geralmente ocasionando sérios conflitos.
Os índios são vítimas do sistema corrupto de divisão de terras e ainda sofrem com ocupações não legais, por isso se fazem necessárias medidas como o Governo Federal juntamente com Ministério da agricultura impedir o avanço da massa agrícola em direção às reservas, dando ênfase à fiscalização, os produtores que desobedecerem à regra serão punidos com grandes multas, além de ter parte da sua propriedade doada para a reflorestação e reocupação de aborígines, deve haver, por parte da FUNAI uma maior retirada de capital da receita para investir na restruturação de áreas para reservas. A mineração e extração irregular devem ser punidas com reclusão. Somente assim nossos índios serão protegidos.