O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 18/10/2017

Já no início da colonização brasileira, no século XIV, o público indígena teve sua cultura vista sem preciosidade: jesuítas propagavam o catolicismo para eles, de forma a não respeitar a característica politeísta dos primeiros grupos tupiniquins. Esse triste fato permite reflexões acerca do inadmissível foco dado aos índios no país atualmente: povos sem muita importância. Observa-se, diante disso, que o capitalismo é a principal causa do problema, o que pode impulsionar realidades prejudiciais aos afetados por essa conjuntura.

De início, nota-se que o vigente sistema econômico vê tais indivíduos com percepção de retrocesso. Isso porque as terras indígenas, diversas vezes, poderiam ser usadas para outros fins, isto é, essas localidades são enxergadas como possíveis fontes de riqueza, fato que é o principal objetivo do capitalismo: conseguir lucro. Não é à toa, por conseguinte, que mais de quatro mil requerimentos de terras ligados à mineração tenham se repetido em regiões indígenas desde 1969, segundo o site “Pública”. Destarte, isso não é digno de apoio,pois defende a perda de espaço pertencente aos supostos primeiros habitantes do Brasil - situação que leva, pois, à desvalorização do diário dessas pessoas.

Nesse sentido, ainda convém compreender que, de acordo com o sociólogo Betinho, a diversidade é um dos pilares para o desenvolvimento humano. A riqueza dos costumes dos índios, entretanto, é demasiadamente afetada pela problemática, haja vista que, em inúmeros casos, tais cidadãos podem perder terras de modo a serem obrigados a fazer mudanças para cidades, o que dificulta, por exemplo, o acontecimento de rituais com a natureza. Por consequência, muitas práticas como essa  tendem a entrar em extinção. Assim sendo, seja pela maior proteção dada para terras indígenas ou pelo viés judiciário, o impasse deve ser combatido, a fim de que a pluralidade cultural seja respeitada no país.

Esse panorama, portanto, é advindo de fatores econômicos e acarreta malefícios. Para resolver isso, cabe à FUNAI, serviço de proteção ao índio, dar maior rigidez às observações referentes ao respeito da demarcação de territórios reservados a tais indivíduos, por intermédio de aumento no número de fiscalizações mensais e de decorrentes denúncias. Acresce, ainda, que compete ao Poder Legislativo propôr leis que permitam maior penalização às instituições que desrespeitarem as reservas desses antigos povos brasileiros,  o que pode ser feito por meio de ajustes que passam a obrigar a empresa a pagar indenização ao povo que teve seu pertence danificado, bem como a impor o reflorestamento da área em questão. Assim, se efetuadas essas medidas, não só alcançar-se-á um respeitoso foco dado ao índio hodiernamente, mas também proporcionar-se-á um sistema caracterizado pela diversidade, ou seja, aberto ao crescimento em variados âmbitos, como Betinho bem pontuou.