O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 24/10/2017

De acordo com a Constituição de 1988, a posse de terra já habitadas por índios são de sua propriedade, tornando-se inalienáveis e indisponíveis. Entretanto, mesmo estando em vigor há mais de 20 anos, a lei vem sendo deturpada, causando efeitos negativos no cotidiano indígena. A tomada de terras indígenas e a herança histórico-cultural são fatores à serem averiguados.

A ausência de fiscalização em áreas indígenas é a principal causa de violência à nativos. Isso acontece porque, na sociedade extremamente industrial na qual vivemos, o desenvolvimento da pecuária, mineração, construção de hidrelétrica (como por exemplo a de Belo Monte) e até mesmo a caça de animais selvagens, em regiões ilegais, é cada vez mais frequente, devido ao alto valor monetário que é dado com essas atividades, independente de legalidade. Em decorrência dessa exploração, a incidência de violência aos nativos cresce exorbitantemente, uma vez que a terra é deles por lei e os ameaçam a segurança por conta de questões industriais e monetárias.

Ademais, a população indígena é de total importância histórico-cultural. A disseminação da ideia do século XVI em que índios deveriam serem domesticados, por serem como animais selvagens, perdura para muitos como veracidade, causando preconceito e desconforto, por quem foi por muitos anos a identidade brasileira. Portanto, toda crueldade realizada pelos colonizadores está sendo repetida por pessoas de nossa própria nação, de maneira injusta.

Destarte, torna-se evidente, que os índios são historicamente inferiorizados pela sociedade e estado brasileiro. À princípio é necessário que o Ministério público em parceria com a FUNAI, deva garantir os direitos indígenas, demarcando e fiscalizando a terra. Além disso, inserir nas escolas o ensino da história e cultura dos nativos, obrigatoriamente, desde o ensino infantil, afim de minimizar transtornos futuros.