O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 16/10/2017

Na contemporaneidade, tem-se discutido acerca do índio brasileiro. Dessa forma, percebe-se que na conjuntura hodierna essa parcela da população, ainda, é encarada como sinônimo de selvageria. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados: o avanço de atividades econômicas em direção as áreas povoadas por nativos e a demora na demarcação desses territórios.

Em primeira análise, cabe pontuar que desde à chegada dos portugueses no Brasil houve uma supremacia cultural europeia sobre a indígena. De maneira análoga, esse estereótipo de inferioridade imposto no período colonial contribui para o avanço de atividades econômicas em direção aos territórios povoados por índios, como a mineração e a agricultura. Por conseguinte, nota-se a exploração ilegal dessas regiões, mas também  perda do berço identitário da sociedade canarinha.

Além disso, convém frisar que, segundo o Conselho Indigenista Missionário, mais da metade dos processos de demarcação de terras indígenas não foram iniciados. Consoante a isso, é possível observar a desconsideração da importância da população aborígene para a formação do país. Dentro dessa lógica, constata-se que a represália sofrida pelos nativos mostra-se fruto, sobretudo, do preconceito e da busca incessante pelo lucro demasiado.

Diante dos fatos mencionados, fazem-se necessárias mudanças para solucionar a problemática. De acordo com Paulo Freire, “se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Assim sendo, é imprescindível que o Ministério da Educação institua palestras, nas escolas, com sociólogos e historiadores, no intuito de fomentar discussões sobre a origem do povo brasileiro, tendo em vista um maior reconhecimento da importância dos indígenas e a redução do preconceito para com esses cidadãos. Outrossim, é essencial que o Ministério da Justiça procure agilizar os processos de demarcação de terras, com o propósito de oferecer maior apoio e proteção aos índios.