O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 17/10/2017
A colonização do território brasileiro foi uma ameaça à população indígena que aqui habitava: doenças trazidas pelos estrangeiros, guerras e escravidão fizeram parte dos primeiros séculos de ocupação e determinaram o extermínio de milhares de nativos. Apesar de o Estado ter criado medidas, durante o século XX, a fim de preservar a cultura e a sobrevivência desses povos, a exploração dos recursos naturais e os confrontos com ruralistas os colocam novamente em risco.
Primeiramente, vale ressaltar que cerca de 98% das terras indígenas do Brasil localizam-se na Amazônia Legal, área de preservação ambiental situada na Região Norte do país. Por apresentar abundância de recursos naturais, é uma área cobiçada por empresas de extração mineral, que acabam, em muitos casos, ocupando territórios indígenas ilegalmente, ao exemplo do ocorrido na Terra Indígena Yanomami,em Roraima, em que a Polícia Federal desvendou o funcionamento de garimpos ilegais. A atividade mineradora, devido à alta carga de poluentes lançados no meio ambiente, acarreta na morte de seres vivos e na contaminação dos solos, prejudicando os aborígenes, pois dependem desses meios para garantir a sobrevivência.
Além dessa problemática, os confrontos entre indígenas e ruralistas são realidade de alguns estados brasileiros. O Mato Grosso do Sul vem sendo palco de desavenças entre esses grupos, na qual os fazendeiros da região constantemente realizam ataques à população Guarani-Kaiowá, destruindo as aldeias e deixando feridos. A demora do Governo Federal para demarcar as terras indígenas pode ser considerado um dos principais fatores para a invasão de terras.
Torna-se evidente, portanto, que a situação é grave e precisa de mudanças, a fim de garantir à sobrevivência dos grupos indígenas do Brasil. Para tal, o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), em conjunto com a Polícia Federal, deve realizar fiscalizações periódicas em áreas sujeitas a atividades garimpeiras, com o propósito de reconhecer as que funcionam na ilegalidade, bem como atribuir a aplicação de multas severas aos responsáveis pelas mesmas. A FUNAI (Fundação Nacional do Índio) ficaria responsável por averiguar quais terras indígenas ainda não estão demarcadas, com o intuito de exigir do Governo Federal a resolução imediata do impasse, sendo possível, com isso, que haja a diminuição dos confrontos entre ruralistas e indígenas. Com tais medidas, é previsível a manutenção da cultura e o consequente bem-estar dos índios em seus respectivos lugares de habitação.