O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 15/10/2017

Na tão lembrada carta de Pero Vaz de Caminha, o escrivão mais famoso da história brasileira, relatava a presença de um povo que, sob os olhares europeus eram etnocêntricos e não dotados de alma. Nossos colonizadores fizeram o trabalho sujo do genocídio, mas nós contribuímos para que a situação não pudesse ser revertida. Os povos indígenas, então, uma vez despidos de voz e terra, continuam, dia após dia, sendo dizimados.

Em primeiro lugar, é necessário encara o fato de que nós, os brasileiros do século XXI, ainda temos pensamento semelhante ao dos portugueses do século XVI, quando subjugamos a cultura indígena, considerando-os selvagens e colocando em segundo plano sua participação na sociedade. Prova disso é o fato de classificarmos popularmente, nossa língua como oficial, enquanto as deles são dialetos.

Em segundo lugar, a questão cultural não é o único problema. Por conseguinte, os índios brasileiros ainda têm de lutar pela terra, isso porque fazendeiros vem tomando terras indígenas para transforma-las em lavouras e pastos. Essa situação vem devastando muitas tribos e impedindo o avanço de ONGS que atuem na causa indígena de assegurar o direito da existência desses povos.

Essa é, portanto, uma situação que não podemos mais sustentar. É preciso que nós lutemos e agreguemos á luta dos povo indígenas pela sobrevivência. Para tanto, é necessário que, primeiramente o governo impeça as atividades comerciais de lavoura e pastos de avançar para essas terras, garantindo a vida e o sustento desses povos. Uma vez que tendo esses direitos básicos garantidos, fica mais fácil conservar e difundir sua cultura através dos trabalhos das ONGS brasileiras.