O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 15/10/2017

Segundo Clement Attlee a democracia não é apenas a lei da maioria, mas a lei da maioria, respeitando os direitos das minorias. No que se refere ao índio brasileiro na atualidade, pode se perceber que existe ainda uma visão estereotipada, tratando o índio como um ser selvagem. Aliada à omissão do Poder público em garantir seus direitos.

Em meados do século XVI deu-se inicio a colonização, quando em um primeiro momento o português Pero Vaz de Caminha descreveu os índios em uma carta enviada ao rei de Portugal, como seres de pele avermelhada, que andavam nus e não tinham problema em mostrar suas vergonhas. Desde esse primeiro contato até os dias atuais, o índio é tratado como ser inferior aos demais grupos da sociedade, menosprezando suas origens, tradições e costumes.

Além disso, o Poder público tem mostrado uma fraca ação em assegurar os direitos que foram garantidos aos índios nos artigos 231 e 232 da Constituição Federal Brasileira de 1988. Casos de explorações ilegais de recursos hídricos e riquezas minerais em terras de conservação indígena são constantemente noticiados no meios de comunicação. Muitos desses ataques são em prol do agronegócio, que não só afetam a qualidade de vida de povo, mas diminuem a existência dele. Em 2010 o IBGE fez um levantamento e constatou a existência de aproximadamente 900 mil índios em terras brasileiras, um número bastante inferior ao que existia no século XVI, um total de 3 milhões.

Para que se suavize esse contexto problemático, portanto, seria pertinente a efetivação do Projeto de Estatuto das Sociedades Indígena, cujo a proposta é assegurar a proteção aos índios , através do reconhecimento do seu diferencial cultural e não mais a falsa premissa de inferioridade. Maior atuação e fiscalização do Ministério Público apresentando denúncias aos despejos de agrotóxicos em rios que banham as terras ou invasão destas.