O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 13/10/2017
Quadro novo
Os romances indianistas de José de Alencar contribuíram para construção da imagem do índio como símbolo nacional. Contudo, apesar do reconhecimento enquanto parte da multicultural sociedade brasileira, os indígenas não tiveram igualdade de direitos nem leis que os preservassem. Nesse contexto, as garantias legais de demarcação de terras e qualidade de vida, historicamente negligenciadas, são tópicos que ainda impedem o povo indígena de exercer a plena cidadania.
Em primeira análise, as demarcações de terras indígenas, mostram-se ineficientes por não contarem com uma política de segurança que garanta o cumprimento das divisas estabelecidas. Eventualmente, essas áreas são desrespeitadas por fazendeiros e tornam-se palcos de confrontos armados. Segundo a Fundação Nacional do Índio, as terras indígenas, por serem, na maioria, própria para plantio são cobiçadas por grandes donos de terra que buscam a expansão de áreas agricultáveis.
Além disso, para a plenitude indígena enquanto cidadão brasileiro, faz-se necessário que esse grupo tenha acesso a um sistema de saúde de qualidade. Pois, o índio não possui condições de lidar naturalmente com a novas doenças cada vez mais fatais. Cabe ressaltar que esse quadro teve início em 1500 com a chegada dos portugueses ao território indígena, trazendo doenças como a varíola, e se estende até os dias atuais com doenças como a dengue e febre amarela.
Para que se reverta, portanto, esse quadro de desigualdade, mostra-se imprescindível o aperfeiçoamento legal, a partir de diálogo entre legislativo Federal e sociedades indígenas organizadas, reconhecendo as reais necessidades e sanções mais efetivas, garantindo o respeito às terras indígenas. Ademais, o Ministério da Saúde, em conjunto com a Marinha, deve implantar unidades de saúde móveis em rios, com uso de embarcações munidas de aparato médico, a fim de atingir áreas restritas e proporcionar um novo quadro de crescimento ético e humanitário eficaz.