O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 11/10/2017
Figura heróica, enaltecida e idealizadora. Esse é o cenário apresentado na obra “Iracema”, de José de Alencar, na 1ª fase do Romantismo. Contudo, esse olhar sobre o índio tornou-se diferente ao longo dos anos, como exposto no livro “Macunaíma”, já no Modernismo brasileiro. Nesse último contexto era visto como “o herói sem nenhum caráter”. Diante disso, faz-se necessário entender esse comportamento e procurar reverter a situação.
Em primeira instância, é válido ressaltar o período de colonização e o contato com o europeu. Desde aquela época, o índio era visto como um povo que precisava ser civilizado, retratado na Carta de Pero Vaz de Caminha, ao chegar no país. Já no século XXI, é possível notar que muitos brasileiros ainda pensam como os portugueses daquele período. Exemplo disso é a língua deles ser tratada apenas como dialeto e a cultura diferente da deles classificada como rica, civilizada e superior. Desse modo, a falta de conhecimento e figura indígena subjugada só colabora para o contínuo do quadro.
Por outro lado, houve a criação de órgão que os protege, como o SPI, e incluído o Dia do Índio como forma de valorização. Entretanto, há ainda fatores que impedem a mudança do cenário. Isso porque ainda são noticiados casos de extermínio e ocupação de terras indígenas para uso de atividades comerciais, como agricultura e pecuária. Fator recente que comprova é o decreto pelo presidente, Michel Temer, liberando a mineração privada na Reserva Nacional de Cobre e Associados, na Amazônia. Atitudes errôneas como essas assolam tribos e impedem o avanço dessa população a próximas gerações.
Fica claro, portanto, que os índios e sua cultura devem ser reconhecidas no país, visto que essa nação desempenhou papel significativo na formação da sociedade brasileira. Com isso, antes de tudo, o Governo deve buscar reformas na FUNAI e criar novo órgão com representantes indígenas. A ONU deve elaborar políticas corretivas com aqueles que atuam com criminalidade a essas tribos. Por fim, as escolas devem incluir aulas que apresentem a cultura e costumes deles, com vídeos e documentários de importantes influenciadores, como o trabalho “Demarcação Já!” apoiado por vários artistas, para assim, a sociedade criar um olhar próximo ao da obra “Iracema”.