O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 10/10/2017
Desde o século XVI, índio brasileiro vem sofrendo atentados contra sua vida e sua cultura .O genocídio promovido pela colonização reduziu drasticamente a população indígena e seus costumes passaram a ser discriminados pelo pensamento eurocêntrico. Apesar da Constituição de 1988 assegurar os direitos desses, a situação atual ainda é alarmante,visto que enfrentaram conflitos agrários, preconceito étnico, pouco acesso à educação e desemprego,estando condenados à marginalização social e a negação de sua cidadania.
Uma das formas dessa negação é a ignorância da sociedade acerca de sua riqueza cultural. Edificada sob uma concepção eurocêntrica, a população brasileira ainda possui uma imagem estereotipada do indígena, o qual tem sua identidade lamentável e incoerentemente reduzida a uma figura selvagem, preguiçosa e desprovida de profundidade psicológica. Em muitas instituições educacionais, o ensino sobre e importância desses povos para a formação da identidade nacional é relegado a segundo plano, ignorando-se o sofrimento e o genocídio a que foram submetidos em nome da construção de um"país civilizado", conforme descrito na obra de obra Iracema, de José de Alencar.
Ademais, a cidadania indígena é veementemente negada pela limitação do acesso as terras.A morosidade na demarcação de terras indígenas, influenciada pelo aumento da bancada ruralista no Congresso Nacional,e a falta de acompanhamento efetivo impacta diretamente os conflitos que opõe esses a ruralistas e grandes proprietários. Segundo o Conselho Indigenista Missionário, permanece a constante invasão, devastação de terras, além de agressões e torturas.Esse quadro de enfrentamento leva à expulsão dos mesmos em direção às cidades, nas quais muitos são condenados a viverem mergulhados em uma pobreza endêmica, encontrando dificuldades para conseguir trabalho e terem acesso à educação de qualidade, além de serem vítimas da discriminação étnica e da exclusão social. Portanto, para que se reverta esse cenário dramático, o Ministério de Educação pode incentivar as escolas a trabalharem sobre a importância da cultura indígena para a história nacional, visando a eliminação de estereótipos eurocêntricos e de visões resumitivas. O governo federal pode acelerar a homologação das terras,além de investir na fiscalização de tais espaços, de modo minimizar os conflitos agrários, conferindo a esses um espaço seguro e digno.Ademais, o poder público pode implementar políticas que o integrem plenamente na sociedade e, a partir de uma aliança com organizações de proteção ao índio e com veículos midiáticos, pode promover campanhas sobre a importância do respeito, da tolerância e da empatia para a construção de uma sociedade em que haja a integração plena de todos os povos e culturas, na qual predomine o respeito à diversidade.