O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 06/10/2017
Não é de hoje que se se sabe que o Brasil é um gigante miscigenado, no entanto mesmo sendo um possuidor de diversas expressões culturais nem todas essas possuem o respeito da população. Um exemplo disso foi o fato ocorrido com os brasileiros natos: os índios. Caçados como animais, mortos em guerras, expulsos de seus domínios, “presos” em pequenas reservas, indígenas foram vítimas de genocídio capaz de extinguir culturas, etnias e línguas. Uma vez que séculos se passaram e a segregação continua vigente na sociedade atual trona-se clara a necessidade emergencial de um debate a cerca desses fatores.
Primeiramente, é preciso compreender que a descriminação não é surgiu com a contemporaneidade. Essa é uma ação iniciada pela colonização, fato bem evidenciado na carta do escrivão, Pero Vaz de Caminha. O tempo passou, porém essa conduta continua a ser exercida. Um exemplo disso são os dados alarmantes recolhidos pelo Mapa da Violência do Ministério da Saúde mostrando que acontecem cerca de nove suicídios para cada 100 mil habitantes nas comunidades indígenas. Em estudo feito pela ONU, os suicídios são contextualizados como consequência da marginalização, colonização traumática e perda das formas tradicionais de vida gerando o sentimento de isolamento social. Assim sendo, fica explícita a importância da inclusão, fato que não está em pauta no executivo.
A questão segregacionista não é, contudo, o único problema. Além de tudo, os índios precisam lutar por suas terras. Isso porque a bancada ruralista vem tomando seus lares para alocar a agricultura e a pecuária. Como ocorrido no caso da tribo Guarani-Kaiowá que, além de perder parte de seu território ainda realiza trabalho escravo para os latifundiários como forma de sobrevivência. A grande complicação é encontrada na delimitação das terras indígenas uma vez que faltam 30%, além de que a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) não possui orçamento nem servidores suficientes. Logo, mostra-se a necessidade de investimento nos órgãos indigenistas para que esses possam exercer corretamente o seu trabalho.
Infelizmente, nos brasileiros do século XXI ainda pensamos como os colonizadores do século XVI. Desta forma, para que haja uma mudança de paradigmas, a FUNAI em parceria com escolas públicas e particulares deve instaurar palestras, ministraras por representantes culturais indígenas, que mostrem a importância do Índio para a formação cultural brasileira, assim a criança de hoje será o adulto de amanhã que respeitará a diversidade. Além disso, o governo deve regularizar os investimentos na FUNAI, isso pode acontecer como medida de longo prazo em que os aumentos de aplicação acontecem ano a ano baseando-se na porcentagem do PIB.