O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 03/10/2017
Historicamente, durante o período colonial a cultura portuguesa foi imposta sobre a indígena como suprema e correta, e seus territórios foram tomados. Na conjuntura hodierna a realidade não configuras-se tão distante disso, uma vez que as terras indígenas estão gradativamente sendo utilizadas por grandes fazendeiros para benefício próprio. Desse modo, é imprescindível discutir os impactos não só da tomada de terras, como também das dificuldades em inserir os índios na sociedade contemporânea.
É inegável que a população indígena possui mais territórios do que realmente habitam. A bancada ruralista do nosso país toma as terras indígenas para alocar sua atividade comercial. Prova disso é que, segundo dados do Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis (CMA), a terra indígena Maraiwatsede tem 90% de sua área tomada por fazendeiros, o que evidencia que essa terra, dentre tantas outras, não é ocupada por seus verdadeiros donos. Com isso, surgem os problemas ligados a demarcação de terras que deixam como saldo o genocídio de dezenas de povos indígenas.
Além disso, a população indígena é considerada, majoritariamente, pelo ponto de vista estereotipado europeu. Nesse contexto, segundo Everaldo Guimarães Rocha os índios foram definidos como primitivo selvagens e cruéis. Assim, é motivo de espanto os índios atuais usarem internet e televisão. Ademais, existem as cotas para promover a integração dos índios, mas é incontrovertível que essa é uma maneira pontual de mascarar o problema, dado que existe muito preconceito em torno dessa população.
Evidencia-se, portanto, que os índios sofrem pela herança histórica e ideológica. Logo, é imperioso que o Governo e a Funai, em parceria, protejam o direito à terra desses cidadãos, impedindo a agricultura e a pecuária de avançar neste território, para garantir a vida e o sustento desses povos. Cabe ao Poder Judiciário e novamente a Funai fiscalizar de forma mais eficaz a posse dessas terras, penalizando os que a ocupem ilegalmente. É mister, por fim, que os órgãos municipais invistam em projetos de geração de renda e inclusão dessa população, para melhorar qualidade vida deles. Nessa conjuntura, é possível assegurar os direitos previstos na nossa Constituição.