O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 29/09/2017

Durante o século XIX, a primeira geração do romantismo no Brasil, afim de enaltecer a cultura nacional, exaltava o indígena, referenciando-se a ele como o “herói nacional”. Essa exaltação, no entanto, parece ter ficado apenas na literatura do passado, os povos indígenas nos dias de hoje, são marginalizado e invisibilizados pelo governo e sociedade, enquanto tem seus território constantemente violados. Trata-se de um assunto grave que não mais deve ser desconsiderado e ignorado.

O imediatismo do progresso faz com que terras indígenas sejam constantemente invadidas. O agronegócio é uma das principais fontes econômicas do país, isso faz com que fazendeiros, a fim de aumentarem seu lucro, expandam suas fronteira agrícolas a regiões demarcadas como terras indígenas. Além disso, as terras indígenas, por serem mais preservadas, são alvo de constantes invasões por madeireiros e garimpeiros. Todas essas irrupções, ameaçam o modo de vida dos indígenas e tiram a autonomia de seus territórios, gerando diversos conflitos pela terra, onde muitos índios são torturados ou mortos.

O governo e a sociedade, que deveria lutar contra esse tipo de situação, muitas vezes se comporta de forma negligente e passiva. Muitos cidadãos ainda possuem uma visão estereotipada do indígena, a falta de conhecimento dos valores morais e costumes desses povos acaba criando um distanciamento que dificulta o sentimento de empatia e faz com que a sociedade se mantenha inerte e ignore a violência  praticada contra os índios. Além disso, a falta de ações efetivas do governo acaba deixando os conflitos por terra sem solução, e, muitas vezes, deixa os invasores impunes. Esse sentimento de impunidade impulsiona invasões e gera cada vez mais conflitos, gerando um ciclo de violência onde o indígena é o mais prejudicado.

Portanto, a fim de dar mais visibilidade ao indígena e evitar que continuem sendo praticadas violências contra este grupo o Governo deve agir sob uma perspectiva democrática promovendo a equidade, ou seja, dando ao indígena aquilo que lhe é devido, para isso deve-se empregar a justiça de maneira mais severa, aplicando penas mais rígidas contra aqueles que invadirem terras com delimitações. Além disso, o governo deve, também, promover a inclusão do índio na política brasileira adotando cotas para indígenas no parlamento, até termos uma efetiva implantação de representantes indígenas. Ademais, escolas e ONGs podem trabalhar, em parceira com a FUNAI trazendo conhecimento e conscientizando  o público de jovens e adultos. Só assim garantiremos que o indígena não seja apenas parte da literatura antiga e garanta o seu verdadeiro espaço na sociedade contemporânea.