O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 24/10/2017
José de Alencar -representante da primeira geração do romantismo brasileiro- exaltava a representatividade do índio como herói nacional. Todavia, na contemporaneidade, esse público é esquecido e, muitas vezes, marginalizado de seus próprios direitos. Com isso, percebe-se que a situação indígena é dificultosa, pois, não existe representatividade governamental que lute por suas causas, como o combate à exploração de suas terras. Ademais, outra problemática está no preconceito populacional, que é uma das grandes dificuldades sofridas por esse povo ao tentar a vida nas grandes cidades.
Em primeira análise, é importante destacar que existe a falta de conservação das terras indígenas, prometida constitucionalmente. Historicamente, com a colonização, os índios perderam partes significativas de seu territórios litorâneos para a metrópole portuguesa. Com isso, ocorreu o processo de interiorização que é onde, hoje, a maioria de suas tribos se localiza, na qual, deveriam ser protegidas legalmente pelo Estado. Entretanto, com o avanço do agronegócio e das mineradoras, essas áreas estão cada vez mais sendo usadas clandestinamente. Prova disso, é que segundo o IBGE, cerca de 49,3% dessas terras sofrem com o processos de extração de minérios e que não existem atitudes governamentais para impedi-las.
Além disso, torna-se necessário pontuar que o preconceito populacional é umas das dificuldades enfrentadas por esse grupo, na sociedade brasileira. Características como o índio nu, com pinturas ao redor do corpo e sem nenhum adereço tecnológico são implantadas nas escolas desde a infância, fazendo com que a maioria das pessoas cresça com uma visão limitada e preconceituosa dos índios. Em vista disso, quando muito deles tenta arranjar um emprego ou ingressar em uma faculdade, são vistos como desclassificados ou incapazes de realizar determinada função, o que dificulta ainda mais sua integração na sociedade.
Nota-se, pois, que é necessário que haja mudanças tanto legislativas quanto sociais que viabilizem o direito do índio. Logo, é imprescindível à FUNAI, fundação nacional de apoio ao índio, que junto ao Governo Legislativo crie leis mais rígidas que impeçam qualquer acesso sem autorização às terras indígenas, junto a isso, crie um disk denúncia para facilitar sua fiscalização. Cabe, também, às escolas que realizem atividades lúdicas, como levar um representante indígena para debater e apresentar o índio como membro da sociedade brasileira com o objetivo de desconstruir o esteriótipo criado, a fim de combater o preconceito. Desse forma, existirão futuros cidadãos dispostos a defender as causas indígenas, fazendo-os sentirem representados, assim como todos.