O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 19/10/2017

Nos tempos hodiernos, estão registrados pouco mais de 800.000 índios no Brasil, distribuídos em sua maioria no Norte e Nordeste, sendo que na época da colonização, o número era de aproximadamente 3.000.000 de indígenas contabilizados. Com a brusca redução da quantidade de índios no país, é preciso refletir a perda desse grupo no que tange ao espaço físico, língua nativa e cidadania.

Em uma primeira análise, com a chegada dos portugueses ao Brasil no século XVI, houve um grande choque de culturas entre europeus e índios por conta de costumes, vestimenta, língua nativa e o modo de vida. Por conta de tantos costumes diferentes, houve certa visão estereotipada por parte dos colonizadores, definindo índios como selvagens e inferiores, e este fato resultou em uma forte imposição de culturas, visto que na carta de Pedro Vaz de Caminha ele se referia às partes íntimas dos índios como vergonhas por estar à mostra, sendo que na visão indígena era comum.

Em uma segunda análise, além da imposição de culturas, os índios sofreram genocídio e etnocídio, visto que a população atual é irrisória perante o passado. Os índios eram sensíveis às doenças que os europeus trouxeram, e além de morrer por doenças, por conta de guerras, lutas e protestos, morriam por maus tratos, tentativas de fuga e fome e, ainda assim, algumas visões deixadas pelos europeus se perpetuaram no que tange o respeito aos índios.

Em decorrência dos fatos citados, o rótulo e preconceito praticados no passado somados as atitudes em cima disso, dizimaram uma grande população de indígenas e é preciso quebrar esse estereótipo e entender que o índio é um importante componente nacional. A efetivação do projeto de Estatuto dos Povos Indígenas seria de suma importância para cessar a visão de inferioridade e valorizar o reconhecimento, já que a proposta é assegurar a proteção aos índios brasileiros. Ademais, uma medida interessante poderia ser feita por parte dos Ministérios da Educação e Cultura, juntos, promovendo palestras e eventos diversos nas escolas e museus, gratuitos para todas as faixas etárias, acerca da história dos índios e de como é preciso respeitá-los, pois assim como disse Martin Luther King, “toda hora é hora de fazer o que é certo”.