O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 25/09/2017

No período do Quinhentismo,especificamente na literatura de informação,a carta de Pero Vaz de Caminha,caracterizada como a certidão de nascimento do Brasil,falava sobre a visão dos europeus sobre um povo que precisava ser civilizado:os indígenas,desenvolvendo,desse modo,um processo de aculturação.Daquela época ao século XXI,torna-se evidente a erradicação à identidade cultural e os direitos do índio.Diante desse quadro caótico,surge a necessidade de combater tais negligências,bem como o fim do genocídio indígena.

A priori,segundo a Constituição Federal de 1988,os povos indígenas têm direito à demarcação da terra em que vivem.No entanto,a expansão do agronegócio resultou a disputa de terras indígenas,por latifundiários,auxiliando,assim,o surgimento de malefícios aos seus direitos sociais.Ademais,a omissão da demarcação de terra resulta em um domínio da sociedade sobre tais.Segundo dados do Conselho Indigenista Missionário,por exemplo,cerca de 654 terras indígenas aguardam a demarcação,sendo que 348 processos não começaram.Tal fato,somado com a incompetência governamental em defesa dos índios,colaboraram com a elaboração da campanha ‘ Demarcação Já!’ envolvendo a participação popular.

Outrossim, o contexto brasileiro é baseado em uma diversidade cultural, colaborando com a visão de etnocentrismo. Esse comportamento tem influência na prática de violência, na qual, durante a colonização portuguesa, o nativo era coagido a sofrê-la. No entanto, tal impasse ainda persiste no Brasil. Pode-se mencionar, por exemplo, o massacre indígena ocorrido na Amazonas, no qual indígenas foram vítimas de genocídio, colaborando com o aumento da dificuldade na busca de seus direitos. Sendo assim, é evidente que a desvalorização histórica do índio persiste na sociedade atual.

Dessa forma, é preciso sanar os impasses para o bem- estar no índio. É imperioso, sobretudo, uma postura ativa do Governo em relação à estratégias para qualificar e garantir os direitos do índio, por meio de métodos ao combate à violência e ao respeito à Constituição. Para que isso concretize, é necessário a qualificação de ONG’S como a FUNAI(Fundação Nacional do Índio) com intuito de melhor representar a população indígena, contribuindo para uma transformação no meio social. Além disso, o Estado deve estimular o processo de demarcação de terras, garantindo-os seus direitos. Porém, para uma transformação completa, é necessário que o sistema educacional, com apoio do âmbito midiático, promova campanhas e palestras de alerta, nas escolas, sobre a valorização cultural indígena,para garantir uma visão ampla e sem preconceito. Assim, com essas medidas,espera-se diminuir os desafios de respeitar os direitos do índio e, conseguinte, o indígena poderá exercer seus direitos e acabar com o genocídio.